Chegou o grande dia! Palmeiras e Santos decidem quem será o novo campeão da América

Quem vencer representará o Brasil no Mundial de Clubes CRÉDITO: Cesar Greco

Palmeiras e Santos fazem neste sábado (30), às 17h, a final da Taça Libertadores da América de 2020, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Será a quinta final de cada um dos rivais, sendo que o Verdão busca seu segundo título. Já o Peixe, luta para se tornar o primeiro clube brasileiro tetracampeão da América, deixando São Paulo e Grêmio-RS para trás.

O título deste sábado não será novidade para qualquer um dos lados, já que tanto Palmeiras, quanto Santos, tem campeões em seu elenco, com destaque para o lateral-direito santista Pará, que é bicampeão, com o próprio Santos, em 2011 e pelo Flamengo, em 2019. Pará luta para entrar no rol dos tricampeões, junto com o ex-lateral-direito Vitor, o ex-zagueiro Fabiano Eller, o ex-lateral esquerdo Ronaldo Luiz, o ex-meia Palhinha e o ex-atacante Elivélton.

Vladimir, também com o Santos, e Carlos Sánchez, com o River Plate-ARG em 2015, são os outros campeões da América do Alvinegro Praiano. No lado palmeirense, os campeões são Willian, com Corinthians, em 2012, e Marcos Rocha, com o Atlético-MG, em 2013, junto com o técnico Cuca, rival deste sábado.

FINAL PAULISTA COM ATLETAS ESTRANGEIROS
Mesmo sendo uma final com dois times paulistas, essa será a final mais internacional possível entre Santos e Palmeiras, já que ambos baterão seus recordes de jogadores estrangeiros em uma final de Libertadores. Em suas quatro decisões, o Peixe nunca utilizou um jogador estrangeiro, marca que possivelmente será quebrada neste sábado, já que dificilmente o venezuelano Yeferson Soteldo ficará de fora. O uruguaio Carlos Sánchez também está no elenco, mas não jogará por estar machucado.

Nas finais anteriores, o Verdão teve três jogadores de outros países em campo, sendo um por ano (com exceção da final de 1961): O paraguaio Juan Miguel Pérez em 1968, o também paraguaio Francisco Arce, em 1999 e o colombiano Faustino Asprilla, em 2000. Neste ano, o Verdão poderá ter até três estrangeiros em campo, já que o paraguaio Gustavo Gómez e o uruguaio Matías Viña são titulares, enquanto o chileno Benjamín Kuscevic é opção no banco. Após ser treinado por Felipão em suas duas últimas finais, o Alviverde voltará a ter, no português Abel Ferreira, um técnico de outro país na final, já que na década de 1960 chegou a decisão com dois argentinos: Armando Renganeschi em 1961 e Alfredo Gonzalez em 1968.

TÉCNICOS BATENDO RECORDES
Caso seja campeão neste sábado, Cuca será o quinto técnico bicampeão da Libertadores, já que conseguiu seu primeiro título com o Atlético-MG em 2013, e o terceiro com dois times diferentes, logo atrás de Luiz Felipe Scolari (Felipão), campeão por Grêmio-RS e Palmeiras, e Paulo Autuori, que venceu por Cruzeiro-MG e São Paulo, respectivamente. Os outros técnicos brasileiros bicampeões são Lula e Telê Santana, dirigindo os esquadrões históricos de Santos e São Paulo, respectivamente.

Se o Palmeiras for campeão, além de Abel Ferreira conquistar seu primeiro título como treinador, ele será o terceiro técnico europeu campeão da Libertadores, sendo o segundo português e consecutivamente, já que no ano passado o campeão foi seu conterrâneo Jorge Jesus, no comando do Flamengo-RJ. O outro europeu campeão foi o (na época iugoslavo e atualmente croata) Mirko Jozic, vencedor com o Colo Colo-CHI em 1991.

Mauro Adamoli

LEIA MAIS:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

oito − 6 =