Chuva forte na quinta-feira causou estragos e transtornos a população

Moradores do Nova Iguaçu tiveram a casa invadida pelas águas da chuva (Crédito: CLaudinho Coradini/JP)

Comerciantes das avenidas 31 de Março e Armando Salles de Oliveira já sabem, quando chove forte à noite significa que a manhã seguinte será dedicada à limpeza do estabelecimento. E não foi diferente na última quinta-feira (6), que choveu, em aproximadamente 30 minutos, 57 mm no centro da cidade, de acordo com a Defesa Civil. Até a manhã de sexta-feira, o volume da chuva chegou a 61,5 mm. A previsão para o final de semana é de chover, em média, 25 mm.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, três carros tentaram passar na avenida Independência, em frente ao Teatro Dr. Losso Netto, e ficaram parados. Em um deles, as três pessoas que estavam dentro foram retiradas pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil sem ferimentos.

Para tentar se proteger dos transtornos da chuva, os comerciantes das áreas de alagamento no centro da cidade utilizam até uma barreira de metal para tentar conter a correnteza, mas, como quinta-feira, nem sempre funciona.

A comerciante Maria Aparecida dos Santos Santana, 44, encontrou sua loja na manhã de sexta-feira (7) suja com barro, folhas e baratas. “Vem tudo junto com a água. Toda vez que chove é a mesma coisa. A gente perde um monte de coisa. A gente fica nervosa, é um desespero”, conta e lembra que o tempo que usa para a limpeza acaba afastando os clientes, que não podem se atrasar para o trabalho.

Também na avenida Armando de Salles Oliveira, as enxurradas levaram parte da calçada em frente a uma concessionária. “[Hoje de manhã] tive a surpresa dessa situação bem delicada. Levou as pedras, ficou o bueiro e não pudemos nem [colocar os] carros [na calçada]”, conta o gerente do local, Moisés Faula de Oliveira, 70. O estabelecimento precisou providenciar o material necessário para o reparo que realizará neste sábado.

Em vários pontos da avenida Armando de Salles Oliveira as calçadas foram destruídas pela força da enxurrada (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

O comerciante Thiago Narin, 40, lembra que é preciso se atentar à segurança das pessoas durante as chuvas. “A enxurrada acaba carregando os carros […], atrapalha a vida de todo mundo, inclusive o comércio. […] Quem está aqui no posto a gente orienta que continue e espere a chuva baixar um pouco, porque fica intransitável, é se arriscar demais”, avalia.

 

NOVA IGUAÇU
Enxurradas também invadiram casas nas ruas Mamede Freire, no bairro Nova Iguaçu. “Da porta de entrada até na cozinha. Tudo, geladeira, fogão. […] A máquina de lavar roupa encheu de água”, conta Maria de Lurdes Góes, 78, viúva. “Dá um desespero, você não tem noção”, lembra.

Os moradores contam que os alagamentos voltaram depois de uma obra realizada na rede fluvial em novembro do ano passado. Por isso, na sexta-feira protocolaram um documento na Semob (Secretaria Municipal de Obras) para notificar a prefeitura e pedir limpeza, inspeção e desobstrução da rede de galeria pluvial. No mesmo dia, o engenheiro de drenagem da Secretaria, José Araújo visitou o local.

 

Andressa Mota
[email protected]