Ciclista reclama de falta e abandono de ciclofaixas

“Há descaso com a mobilidade ativa e a falta de fiscalização em obras que deveriam trazer segurança ao ciclista” (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O analista de suporte pleno Giovanni Vitti reclama da falta de opções de mobilidade ativa e descaso com as ciclofaixas existentes em Piracicaba. Ele utiliza a bicicleta como meio de transporte e se queixa da situação da ciclofaixa, na ponte da avenida Dr. Paulo de Moraes, no Nova Piracicaba. Vitti aponta falta de segurança, pois não não há ‘olhos de gato’ (refletores) para garantir a segurança dos ciclistas e disse que já flagrou motociclistas usando a via exclusiva. “Logo que foi feita a inauguração existiam vários olhos de gato. Hoje, só resta um que está por um fio”, afirmou.

“Essa faixa não traz segurança alguma, não impede entrada de carros, só serve pra pintar o chão”, acrescentou.

Para ele, há descaso com a mobilidade ativa e a falta de fiscalização em obras que deveriam trazer segurança ao ciclista, ‘mas que parecem só ser de enfeite’. O analista de suporte disse que a faixa exclusiva de bicicletas na avenida Cruzeiro do Sul, é utilizada pelos pedestres ao citar os exemplos de mau uso das vias.

A prefeitura informou que os técnicos da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) concluíram a avaliação das ciclovias e ciclofaixas existentes na cidade e identificaram uma série de intervenções necessárias relacionadas à manutenção e garantia de segurança dos usuários.

“A falta de segurança relatada pelo leitor na travessia da ponte da avenida Dr. Paulo de Moraes será analisada e uma solução técnica será apresentada”, informou.

A administração informou que a equipe de campo da secretaria já está fazendo alguns reparos nas ciclovias e ciclofaixas existentes, principalmente com relação à instalação ou troca de placas de sinalização.

“Nos últimos 20 anos, diversos estudos sobre a implantação de ciclovias e ciclofaixas em Piracicaba já foram desenvolvidos, totalizando mais de 300 quilômetros de vias. A Semuttran está analisando as opções e discutirá as prioridades com a sociedade nas audiências públicas do Plano de Mobilidade”, informou em nota.

A Semuttran informou que realizou, nos meses de fevereiro e março, duas reuniões com representantes da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e Coletivo Mais Ciclovias para tratar das ciclovias e ciclofaixas. Segundo a pasta, várias propostas e sugestões foram apresentadas. A necessidade de realizar campanhas educativas foi destacada pelos participantes durante a última reunião realizada no dia 10 de março.

Beto Silva
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