Mobilidade é prioridade para movimento de ciclistas com candidatos | Foto: Amanda Vieira/JP

O comprometimento de candidatos a prefeito e vereador das eleições municipais de novembro com a mobilidade urbana de Piracicaba é a preocupação do movimento coletivo apartidário Mais Ciclovias Piracicaba. O grupo, formado em junho deste ano, busca adesão de pleiteantes à política local por meio de um pacto, uma carta de compromisso para ampliar o debate e desenvolver ações sobre o tema já a partir de 2021.

Oito candidatos até o momento assinaram o chamado Pacto pela Mobilidade Urbana, conta Alessandra Fabiana Ribeiro, uma das 18 integrantes do movimento. São três prefeituráveis e, outros cinco, tentam uma cadeira no Legislativo. “E, essa semana, mais três candidatos a vereador e dois a prefeito já manifestaram interesse em conversar conosco sobre isso”.

Uma das principais intenções do Mais Ciclovias Piracicaba é que os protagonistas do Executivo e Legislativo local, a partir do ano que vem, pensem em políticas públicas para usuários de bicicleta em meio ao caos urbano, dominado por carros e ônibus. “Queremos discutir a mobilidade por meio de bicicletas tanta para quem utilize este meio de transporte para o lazer como quem a usa para o trabalho”, ressalta Alessandra.

No entendimento do grupo, falta, sim, educação no trânsito piracicabano. “Falta respeito entre os condutores de todos os modais. Falta respeitos às leis de trânsito e, neste sistema, os ciclistas são os mais frágeis”.

Mas antes de tirar do papel o plano do pacto, Alessandra revela que o Mais Ciclistas está em contato direito com o secretário municipal de Trânsito, Jorge Akira, e que uma campanha de conscientização, para pedir respeito aos usuários de bicicleta, deve estar nas ruas de Piracicaba ainda este ano.

Outro ponto crucial do pacto, completa Alessandra, é criar novas ciclofaixas e ciclovias. Segundo ela, Piracicaba tem uma malha cicloviária de 100 quilômetros, traçadas no Plano Municipal de Mobilidade Urbana, editado na Lei Complementar nº 187 de 10 de outubro de 2006, mas com apenas 11 executáveis, ou seja, são pouquíssimos espaços para andar de bicicleta na cidade.

“É um assunto que também retomamos com a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), para que um trecho da ciclovia passe por dentro da universidade, já que é inviável se fazer na movimentada avenida Centenário”, aponta. Novas ligações e melhoria de iluminação em certos trechos, como na avenida Renato Wagner (já em execução pelo Poder Público), também são reivindicações do movimento.

Candidatos interessados em conhecer o pacto devem entrar em contato com o movimento pelas redes sociais.

Erick Tedesco

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