Cidade pode adotar protocolos de segurança na rede de ensino

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Questionamento faz com que o Executivo se manifeste sobre a criação de protocolos de segurança

Questionar se a rede municipal de educação (creches e escolas) possuem protocolos de prevenção e segurança em relação à possibilidade de alguma ocorrência de agressão física ou até mesmo atentado contra a vida dentro de suas dependências.

Com este objetivo, a vereadora Ana Pavão (PL), no requerimento 486/2021, aprovado na 14.ª reunião extraordinária, na tarde de ontem (13), faz indagações ao Executivo, sobre a existência ou não destes protocolos, sendo que na possibilidade deles existirem, que seja informado em qual periodicidade são revisados e apresentados para os professores e funcionários que atuam na rede municipal de educação.

A parlamentar também indaga se atualmente existe algum sistema de vigilância implantado a fim de garantir a segurança de todos os presentes nesses espaços educativos. E, questiona no caso de algum aluno apresentar distúrbio comportamental, como e de que forma será identificado, acompanhado e encaminhado para tratamento.

Ana Pavão ainda questiona sobre casos de detecção de transtornos comportamentais, se existe algum programa de orientação para os pais. Além de requerer outras informações a que o Executivo julgar pertinente e se fizerem necessárias.

A parlamentar faz um retrospecto para mostrar a gravidade do problema ao relatar fato ocorrido na semana passada, na chacina dentro de um ambiente escolar, numa escola infantil localizada na cidade de Saudades, no estado de Santa Catarina, onde um jovem de 18 anos assassinou a golpes de facão três crianças, uma educadora e uma agente escolar.

Também se reporta a outros ataques acometidos que ganharam visibilidade na mídia, como o massacre ocorrido no dia 07 de abril de 2011, no qual um jovem de 23 anos invadiu uma escola municipal, localizada no bairro Realengo, no Rio de Janeiro, ceifando a vida de 12 alunos, com idade entre 13 a 15 anos, deixando mais 22 feridos.

Ainda lembrou o caso de Suzano, em 2019, ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, onde dois jovens entraram no colégio munidos de revólver e uma besta (um tipo de arco-e-flecha disparado por gatilho), deixando pelo menos oito mortos e outras nove pessoas feridas.

“Esses acontecimentos catastróficos causam comoção e preocupação no âmbito nacional, cabe a nós, figuras públicas, investidas com autoridades trazer reflexões interligadas a esses assuntos, iniciando uma reflexão e começo de discussão a fim da aplicação de políticas públicas que visam revisar os protocolos de prevenção e segurança adotados pela rede municipal de educação”, concluiu a parlamentar no teor do requerimento, que segue para o Executivo.

Da Redação

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