Cidade reduz quase metade das vagas de emprego

Foto: Alessandro Maschio/JP

Em agosto, a cidade contabilizou a geração de 1.350 novas vagas; já em setembro, encolheu em 593

O emprego medido pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) encolheu em Piracicaba quase o dobro do registrado no Estado de São Paulo: 43,92% e 24,17%, respectivamente, em relação aos meses de agosto e setembro. O setor com mais empregabilidade no mês passado foi a indústria, centrada no segmento de transformação. Na avaliação do gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Homero Scarso, ainda não é possível falar em recuperação da indústria, mas sim numa recomposição do mercado de trabalho, quando havia uma base de 45 mil a 48 mil empregados, diferente dos atuais 40 mil.

No mês passado, Piracicaba teve um saldo (contratação subtraídas demissões) de 757 vagas. Em agosto, a conta resultou em 1.350 novos postos de trabalho. No Estado, o saldo caiu de 111.950 para 84.887. Na cidade, a indústria ficou positiva em 424 também quanto ao saldo. Em segundo lugar aparece o setor de serviços com 254 e, na sequência, o comércio, com 100 vagas. Para o gerente do Ciesp, comércio e serviços já atingiram uma estabilização e estagnou. “Mas o saldo é positivo. Os que conseguiram emprego deverão pagar suas contas e voltar a consumir. Lembrando que os salários na indústria são melhores”, pondera Scarso.

O presidente do Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba e Região), Euclides Baraldi Libardi, compartilha da avaliação de Scarso. “Em comparação a outros setores da economia, a empregabilidade na indústria local é positiva. Inclusive, existe uma dificuldade na contratação de mão de obra especializada. A maioria das empresas sofre para encontrar operadores, por exemplo. Isso significa que há oportunidade para todos os profissionais que investirem na formação técnica de qualidade.”

Quanto ao curto prazo, Libardi “à medida que o ritmo de expansão da economia aumentar, a falta de mão de obra na indústria pode comprometer ainda mais a produtividade e a competitividade do país”. Também são fatores de entrave a falta de insumos, matéria-prima com custo elevado, crise energética e falta da reforma tributária, aponta o Ciesp.

Quanto ao desempenho do comércio, o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Marcelo Cançado, o setor sofre impacto da inflação em alta, crise hídrica e consequente aumento de preços. “Entretanto, a expectativa, para os próximos meses, é que as contratações temporárias e, posteriormente, as efetivações no comércio gerem um aquecimento no índice de empregabilidade de Piracicaba. Com a chegada do Natal, a tendência é que as lojas precisem de mais mão de obra para suprir a grande procura pelos presentes nesta data.”

Cristiane Bonin
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