Cidade tem leve aumento de casos de covid-19, mas sem novos óbitos

Número de óbitos pelo novo coronavírus está em 370 | FJP

Piracicaba registrou ontem o maior índice de positivados da covid-19 na semana. De acordo com o boletim epidemiológico da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), são 51 novos casos na cidade, entre 30 homens com idades de 2 a 72 anos, e 21 mulheres, entre 16 e 87 anos. A curva de infecção pela doença do novo coronavírus, desta forma, volta a crescer: é mais um dia de alta nos casos – na quinta-feira (5), foram 31 novos casos e outros 41 na quarta-feira (4).

A sexta-feira foi mais um dia sem óbitos registrados pelo boletim da pasta. As últimas três mortes por covid-19 na cidade foram divulgadas na terça-feira (3) – a doença vitimou, então, três mulheres (59, 69 e 89 anos). Ao todo, são 370 óbitos por covid-19 em Piracicaba desde o início da pandemia, nos primeiros meses deste ano.

Com estes números, Piracicaba tem 17.290 casos confirmados, sendo 37.031 casos descartados, 16.558 casos recuperados e 362 pessoas ainda em tratamento. De quinta para sexta, outro aumento, segundo o boletim da SMS, é quanto ao número de casos suspeitos, que saltou de 838 para 941 casos.

Spray
A Unicamp (Universidade de Campinas) divulgou ontem que pesquisadores do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos analisam uma nova tecnologia que pode acabar com as trocas frequentes de máscaras e outros acessórios que entraram para a rotina de proteção da população contra a covid-19. “Trata-se de um processo de recobrimento para esses materiais, capaz de formar uma capa protetora ativa e de ação prolongada que neutraliza o coronavírus por contato”, ressalta a instituição, em nota.

O SprayCov, como foi batizado, de acordo com a Unicamp, eliminou o vírus depois de um minuto, e manteve 99,99% de eficácia nas 48 horas seguintes. “Nossa fórmula não é um agente sanitizante como o álcool 70 ou o hipoclorito de sódio que usamos na limpeza, esse é um processo para tornar a máscara capaz de inativar o vírus”, explica Marisa Masumi Beppu, professora titular da Faculdade de Engenharia Química e fundadora do laboratório.

A tecnologia é indicada para EPIs empregados por profissionais de saúde, avisam os pesquisadores, mas o spray também pode ser aspergido em máscaras de algodão. A ideia, destacam, é conferir uma barreira ativa que destrua o vírus assim que ele tiver contato com a superfície recoberta. Atualmente, os equipamentos de proteção individual servem mais como barreira física.

Erick Tedesco

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