Ciesp registra recuperação nas exportações da região

Foto: Alessandro Maschio/JP

A regional de Piracicaba atingiu a casa do bilhão de dólares dois meses ‘mais cedo’ que 2020

As exportações da região de Piracicaba atingiram o patamar do bilhão de dólares no fechamento do 1º semestre de 2021 – volume de vendas a outros países só chegou ao mesmo nível em 2020 com dois meses de atraso, em agosto.

A informação é da regional da base do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que compreende oito municípios (Piracicaba, Santa Maria da Serra, São Pedro, Águas de São Pedro, Charqueada, Saltinho, Rio das Pedras e Laranjal Paulista).

O gerente regional da instituição, Homero Scarso, está otimista com a evolução das vendas e acredita que a região chegará a exportar R$2 bilhões no acumulado deste ano.

De janeiro a junho, as exportações somaram US$ 1,06 bilhão, representando um crescimento de 27,2% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (67,1%), açúcares e produtos de confeitaria (7,4%) e produtos químicos orgânicos (6,5%).

“No ano passado, [a balança comercial] foi bem diferente por conta da pandemia. Chegamos [ao bilhão de dólares] em 2020 somente em agosto, com US$ 1.079,6, portanto, neste ano, estamos na frente em dois meses. Agora, estamos com um ótimo sinal no semestre de 2021”, diz o gerente do Ciesp, adicionando que 2020 a regional de Piracicaba somou, no ano, USS 1.732,9 em exportações.

IMPORTAÇÃO
O volume de compra também aumentou na regional de Piracicaba do Ciesp: totalizou US$ 1,33 bilhão de janeiro a junho deste ano, representando alta de 42,9% frente a 2020. Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (67,1%), açúcares (7,4%) e produtos químicos orgânicos (6,5%).

Quanto à cesta de importados versus a de exportados, Scarso destaca que os produtos de exportação são de alto valor agregado, o que demanda importações de componentes para montagem. Entretanto, por ora, está difícil competir com gigantes da economia.

“Ao analisarmos nossas importações, elas se originam da Coreia do Sul, Estados Unidos e China, totalizando 69,5%. Num primeiro momento sim, fica complicado substituir determinados itens [por fabricação local], num médio prazo, talvez, tenhamos substituições de alguns componentes a serem produzidos por aqui, vamos aguardar.”

Cristiane Bonin
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