Cigarro causa princípio de incêndio no Lar dos Velhinhos

Estudo mostra que o novo coronavírus já circulava no país antes das medidas de isolamento (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Um cigarro aceso na cama provocou um princípio de incêndio na ala de isolamento destinada a idosos com suspeita de covid-19, no Lar dos Velhinhos de Piracicaba, na tarde de ontem.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e quando chegou ao local, os brigadistas da instituição já haviam contido as chamas e retirado os idosos do local,sSegundo informou o tenente Leonardo, do Corpo de Bombeiros.

O militar contou que aos bombeiros coube ‘a extinção das chamas e a ventilação, deixando o local em segurança, não houve vítimas.

O presidente do conselho administratico do Lar, Silvio Rodrigues Alves, confirmou o princípio do fogo e rforçou que ninguém ficou ferido durante o incidente.

Segundo Alves, o fogo começou em uma das camas da ala destinada ao isolamento de idosos com suspeita de covid-19. “Não houve danos ou vítimas. Não foi nada relevante. Houve um pouco de fogo em um colchão. Uma idosa deixou cair um cigarro no colchão, afirmou.

No Lar dos Velhinhos, morreram três residentes pela covid-19 e o total de infectados era de 81 até a última sexta-feira.

MORTES EM PIRACICABA
A Prefeitura de Piracicaba confirmou ontem mais duas mortes por covid-19 na cidade. No domingo, o número de mortes chegou a 51. Com a atualização desta segunda-feira, o total de óbitos é de 53.

Já o número de infectados, na cidade chega a 1.377. Ontem, foram confirmados mais 64 pessoas com a doença na cidade. No total de infectados, estão 32 homens e 32 mulheres, os infectados têm idades entre 20 e 75 anos. Piracicaba conta ainda com 373 casos suspeitos e 541 pessoas em tratamento.

MORTES NO ESTADO
Nesta segunda-feira o Estado de São Paulo registrou 10.767 óbitos e 181.460 casos confirmados do novo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas com a covid-19, 33.105 foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar.

Dos 645 municípios do território paulista, houve pelo menos uma pessoa infectada em 579 cidades, sendo 308 com um ou mais óbitos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são de 77,8% na Grande São Paulo e 70,8% no Estado. O número de pacientes internados é de 13.327, sendo 8.018 em enfermaria e 5.309 em unidades de terapia intensiva.

MORTALIDADE
Entre as vítimas fatais estão 6.213 homens e 4.554 mulheres.

Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,6% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (2.564), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (2.496) e 80 e 89 anos (2.148). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (17), 10 a 19 anos (27), 20 a 29 anos (80), 30 a 39 anos (388), 40 a 49 anos (793), 50 a 59 anos (1.534) e maiores de 90 anos (720).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,2% dos óbitos), diabetes mellitus (43,1%), doenças neurológica (11,2%) e renal (10,1%), pneumopatia (8,8%).

PERFIL
Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 85.562 homens e 95.666 mulheres. Outras 232 pessoas não foi informaram o sexo.

A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (44.639), seguida pelas faixas de 40 a 49 (40.493), 50 a 59 (28.525), 20 a 29 (25.453), 60 a 69 (17.052), 70 a 79 (9.953), 80 a 89 (5.798), 10 a 19 (4.776), menores de 10 anos (2.786) e maiores de 90 (1.772). Não consta faixa etária para outros 213 casos.

ANTES DO ISOLAMENTO
Um estudo que envolveu pesquisadores do Brasil e do Reino Unido mostra que o novo coronavírus (covid-19) já circulava no país antes da adoção de medidas de isolamento social, segundo aponta matéria de ontem da Agência Brasil.

Para fazer a análise, o grupo identificou 427 genomas do vírus no Brasil a partir dos dados de 7,9 mil amostras de laboratórios públicos e privados.

O estudo identificou que entre 22 e 27 de fevereiro, três tipos do vírus, provavelmente vindos da Europa, estavam presentes no país e conseguiram se estabelecer antes das medidas para restringir o contágio.

O primeiro caso no Brasil foi confirmado em São Paulo, no dia 24 de fevereiro, em um homem que tinha voltado de viagem à Itália.

As primeiras medidas de isolamento social só foram adotadas no estado a partir de 16 de março, e a quarentena, com fechamento dos serviços não essenciais, em 24 de março.

O trabalho também mostra que as medidas de isolamento social conseguiram reduzir a disseminação da doença no país. Para avaliar esse impacto, os pesquisadores cruzaram o número de mortes diárias com dados sobre o deslocamento da população fornecidos pela empresa de geolocalização InLoco e pelo Google.

Apesar dos efeitos positivos da quarentena, o estudo mostra que com a queda na adesão ao isolamento social em São Paulo, houve também um aumento na velocidade de transmissão da doença.

A pesquisa mostra ainda que as viagens dentro do Brasil tiveram um papel importante para que o coronavírus circulasse entre as diferentes regiões do país.

Segundo o artigo, as “altamente populosas e bem conectadas áreas urbanas do Sudeste agem como principais fontes de exportação do vírus dentro do país”, apontam os pesquisadores após analisar também as distâncias médias das viagens de avião no período da pandemia.

Beto Silva

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