Cinco substituições no XV: veja opiniões do técnico e jogadores

Mudança começa a valer quando os jogos retornarem (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou na última sexta (8), a possibilidade de as equipes realizarem até cinco substituições a partir do 1º de junho até o fim do ano. A medida é vista para amenizar o desgaste físico dos jogadores na retomada dos campeonatos, paralisados em razão da pandemia do covid-19.

No XV de Piracicaba, a mudança foi vista como positiva pelo técnico Tarcísio Pugliese e pelos jogadores alvinegros. “Achei essa mudança bastante positiva. É bom aumentar o número de substituições para cinco”, disse que o técnico, ressaltando que quer a mudança continue para os próximos anos. “Particularmente sou a favor de manter, já que acho que aumentar o número de alterações em uma partida é positivo, primeiro para melhorar o nível do jogo, deixando jogadores mais inteiros no decorrer da partida e, além disso, o treinador tem condições de fazer mais mudanças e ter maior controle sobre suas equipes”, explicou.

O lateral-direito Robertinho e o atacante Raphael Macena concordam com a mudança em razão do pouco tempo de descanso que terão quando os jogos voltarem evitando contusões. “Eu sou a favor de cinco substituições, desde que tenha algum critério para que a partida não pare muito, como parar o jogo três vezes para substituir. O jogo fica muito tempo parada nas substituições, principalmente no final, quando o time está ganhando, imagine só como seria se tivesse cinco paradas?” disse Robertinho se mostrando positivo sobre a manutenção, enquanto Macena é contra essa nova regra a partir do ano que vem. “Creio eu que para este ano sim precisará, por causa do desgaste, mas ano que vem nós poderemos nos preparar bem melhor e com isso não precisaremos ter as cinco alterações”, disse o atacante.

A mudança dividiu a imprensa piracicabana. Os defensores da nova regra acreditam que o jogo ficará mais dinâmico, “Acho um teste interessante e podemos ver em que dinâmica se dará. Sou otimista quanto a isso, abre para diversas possibilidades”, disse Tiago Basci, membro da equipe Os Originais da Bola, da Rádio Piramundo. “Uma regra em que não deveria ser temporária, mas definitiva. Acredito que todos ganham, desde treinador e atletas, até o torcedor, com mais variações táticas ao longo da partida”, o radialista Vitor Prates, da Rádio Difusora,

Leonardo Moniz, jornalista da Líder Esportes, se mostra a favor da mudança neste momento, em razão das possíveis contusões que irão aparecer na retomada dos jogos, porém acha que a ideia tem que ser mais bem estudada. “Sou a favor (cinco substituições), já que o futebol hoje é um esporte de alto rendimento e exigência física no limite. Após um período em que os atletas não puderam treinar normalmente, o desgaste e as contusões serão maiores. Sobre manter para os próximos anos, já sou reticente no assunto”, explicou Moniz.

O principal argumento dos profissionais contrários a regra é em razão de diferença entre clubes ricos e pobres aumentar, gerando mais desequilíbrios nos jogos. “Uma equipe que tem dinheiro suficiente para compor um banco de reservas muito forte ficará a frente das equipes menores e irá aumentar a injustiça no futebol”, disse Mario Pontieri, da equipe Os Originais da Bola, da Radio Piramundo. “Em um mata-mata isso pode fazer diferença para um dos times, sendo que o time que tem um elenco melhor irá se dar bem. Portanto acho que deveria deixar três e com a quarta apenas em prorrogação, caso contrário irá tirar o brilho do futebol”, comentou Marcelo Uliana, repórter do site BolaVip.

Mauro Adamoli