Link da estreia será disponibilizado no @homemaomarfilme (Foto: Divulgação)

No espelho do tempo, escolhas do passado garantiram um presente desejado? Uma pergunta ousada, desafiadora e questionamento feito pelo jovem diretor Gabriel Ávila em seu primeiro curta-metragem, “Homem ao Mar”, cuja estreia, online, está marcada para 1º de julho. A première será às 19h30, no Youtube da produtora Rubro Filmes, que produziu o filme em parceria com Quarto 237 e Moovie Produções.

O curta, de aproximadamente, é um olhar sensível sobre redenção, autoaceitação e autoconhecimento, entre batalhas mentais sobre escolhas e consequências, explica Ávila. “É a história de um homem que se vê de cara com a morte e começa a repensar suas escolhas passadas”, ele destaca. É, também uma analogia ao ofício. “Na trama da vida real, os produtores e artistas enfrentaram a resistência e a falta de apoio na produção do cinema independente”, completa.

“Vejo o filme como uma grande metáfora sobre a vida. A doença terminal é tudo o que o protagonista guardou durante anos e o ‘matava’ aos poucos, por exemplo. O título não faz referência apenas ao personagem masculino, mas ao indivíduo humano que está ‘navegando’ pela vida”, conta o diretor o Jornal de Piracicaba. “Homem ao mar”, continua Ávila, também é o aviso dos marinheiros quando um homem cai no mar e precisa ser salvo. “Todos precisamos ser salvos, talvez por nós mesmos”.

Ávila fala sobre a impossibilidade de se fazer uma estreia física. “Era um sonho fazer presencial, mas nos adaptamos neste novo normal, então será online”. Os links para ter acesso à sessão de estreia, ele destaca, serão disponibilizados nos próximos dias no Instagram da produção, @homemaomarfilme. “Depois de 10 minutos, acessa um segundo link e vai para uma live, que será como, com a produtor de arte Cris Mendes e com o protagonista Jorge Lode, com mediação de jornalista Marina Mattos. Vamos bater um papo e interagir”.

O filme não ficará disponível depois da estreia, visa Ávila. O link será tirado do ar no mesmo dia. “É como se fosse uma sala física de cinema. Não pode ficar online porque o filme foi inscrito em diversos festivais nacionais e internacionais, e um dos requisitos é que seja algo inédito”.

Em Piracicaba, foram várias locações, como uma cena que demandava um hospital, logo no começo do curta. “Pensamos na Santa Casa por causa da estrutura. Tem a ver com a estética que desejávamos. Buscamos locais que trouxessem história”. Gravaram também na Casa Amarela, na Galeria 335 e numa hospedaria, na saída de Piracicaba, em direção a São Pedro. “Um espaço que tivesse luz de janela, com elementos para o cenário”. Tem ainda uma cena rápida, na estrada em direção ao bairro Monte Alegre. “Traz camadas de história. É muito importante ter elementos que, pela estética, contam uma história”.

Fizeram casting para o filme, mas já tinha os atores principais, que são Jorge Lode e Alessandra San Martin. Segundo o cineasta, o importante era contar com atores da cidade e da região. Os demais são Leandro Bonin, Vanessa Nogueira, Gabriel Frassetto, Vanessa Lima e Giovani Bruno Magalhães. “Precisava trazer a questão da tensão, que trouxessem muita expressão, por que as falas são poucas, surgem mais no final do filme. É um filme silencioso, apesar de dinâmico, para prestar atenção ao que o personagem está sentindo”, reforça Ávila.

Erick Tedesco

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