Cinomose: conheça a doença e saiba como proteger seu amigo de 4 patas

Foto: Freepik

Doença viral costuma acometer sistemas importantes do corpo animal

Existem doenças em todas as espécies e a melhor forma de proteger os animais domésticos é a vacinação e, claro, informação e conhecimento. No caso dos cães, uma das doenças mais comuns é a cinomose, patologia extremamente contagiosa causada por um vírus da família Paramyxovirus. A contaminação acontece entre cachorros e não coloca em risco a saúde do ser humano. Como explica Camila Eckstein, médica veterinária e doutora em ciência animal, o cão pode transmiti-la diretamente, pelo contato com outro pet da mesma espécie, ou indiretamente, por exemplo, por meio de urina, fezes e outras secreções. “Os animais têm o hábito de se lamber, de ter uma interação próxima, de se cheirar e também de trocar objetos entre si. Quando eles compartilham comedouro, bebedouro, brinquedo, existe uma chance de transmissão”, alerta.

A médica veterinária Laís Antunes esclarece que as principais áreas atingidas são as que envolvem os sistemas digestório, motor, respiratório e urogenital, provocando febre, apatia e baixo apetite. O sistema nervoso também pode ser acometido e os sinais clínicos, geralmente, são observados após 21 dias de recuperação das variações sistêmicas. Camila cita sinais compatíveis com a doença, como o acometimento dos olhos, problemas no sistema gastrointestinal, que causam diarreia, vômito, e também pneumonia, lesões de pele, entre outros.

Para limpar objetos contaminados, as especialistas indicam desinfetantes à base de amônia quaternária 0,3% ou água sanitária, porém, é essencial realizar isolamento do animal para evitar a transmissão. Apesar de ser altamente contagioso, o vírus sobrevive por, aproximadamente, uma hora nas secreções das feridas em temperatura corporal e por cerca de três horas em temperatura ambiente.

Ainda que a doença seja séria, os riscos de contaminação diminuem drasticamente com a vacina. Já nos primeiros meses, o animal deve tomar três doses da polivalente (V8, V10 ou V11) com um intervalo de 3 a 4 semanas entre elas, dependendo da indicação do veterinário. Após 1 ano, deve ser reforçada anualmente e o valor gira em torno de R$ 60 e R$ 90. “A doença é comum em filhotes, pois é quando ocorre o desmame e, consequentemente, queda dos anticorpos maternos, ou nos que não receberam a quantidade adequada de anticorpos via transplacentária e colostro. Entretanto, é importante destacar que animais de todas as idades podem ser acometidos, inclusive os que foram vacinados quando mais jovens, mas não continuaram com as imunizações periódicas”, orienta Laís.

Laís Seguin
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