Circo do Veneno tem sua história contada em livro

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Bastidores do Circo entre uma apresentação e outra. Foto: Arquivo família Veneno

Lançamento de livro e exposição de arte sobre do circo começa hoje no Losso Netto

A história do Circo do Veneno é homenageada com publicação de livro e exposição de obras de arte entre hoje e sábado (9), no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. O lançamento do livro acontecerá no junto ao espetáculo Seu Pinto Morreu, apresentado pela família Veneno. Hoje (7), o evento é voltado aos convidados e começa às 19h. Na sexta-feira (8) e sábado (9) o evento é aberto ao público e tem início às 20h. Uma flash expo do Salão de Humor, realizada no hall de entrada do teatro, também homenageará o circo com trabalhos de artistas da cidade. A exposição começa hoje e segue até sábado (9), a partir das 20h.

A classificação para a peça é livre e os lugares limitados. Os ingressos podem ser trocados por 2 quilos de alimentos não perecíveis ou 2 litros de leite na bilheteria do teatro ou na Ótica do Flavinho. O lançamento e a flash expo fazem parte da programação do 48° Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

O livro é escrito por Diógenes Donisete Moreira, o palhaço Rico Veneno, e lançado pela Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP). “O nosso livro fala da trajetória da família Veneno, desde o início do circo, as dificuldades que passou, os artistas que se apresentaram, os momentos de alegria, de tristeza, até terminar o circo em janeiro de 1990”, disse o autor.

Com tiragem de 500 cópias e patrocinado pelo IHGP, a obra será distribuída gratuitamente. O livro conta a trajetória de quase 50 anos do Circo do Veneno, nas figuras de Osvaldo Moreira, o palhaço Veneno, com sua esposa Dalila, por meio das memórias do autor, documentos, artigos e depoimentos de amigos e familiares.

O Circo do Veneno foi criado na década de 1940, por Osvaldo Moreira. Era instalado em terrenos baldios pelos bairros da cidade de Piracicaba e levava entretenimento por onde passava, com suas peças cômicas e populares. Foi palco também para artistas como Milionário e José Rico, Mazzaropi, Chitãozinho e Xororó, Donizetti, entre outros que atraíam multidões.

“Esse livro é um importante documento da nossa cultura popular, de um dos ícones da história do humor de Piracicaba”, ressalta o secretário da Ação Cultural, Adolpho Queiroz.

A arte do circo passou de pai para filho e o legado da família Veneno continua com apresentações de suas peças, hoje em teatros. Em 1991, depois do fim do circo, a família Veneno começou a se apresentar no teatro municipal. O lançamento do livro comemora os 30 anos desde o início da apresentação.

A peça Seu Pinto Morreu, que será apresentada junto ao lançamento do livro, conta a história de Roberto, um empresário casado com Beatriz e sem filhos, que desconfiado da traição da esposa, arquiteta um plano mirabolante, fingindo-se de morto.

“É uma emoção muito grande poder contar a história do Circo do Veneno e da minha família, pois se remontam numa trajetória de muitas lutas e muitas alegrias. Com esse livro mantenho viva a memória de quem fez muita gente sorrir”, comemora o autor Rico Veneno.

 FLASH EXPO A instalação da flash expo conta com caricaturas e histórias em quadrinhos produzidas pelos artistas convidados: Eduardo Grosso, Érico San Juan, Luis H. Marangoni, Marilu Trevisan, Maria Luziano, William Hussar e João Ariozo.

“Foi muito gratificante receber o convite para essa justa homenagem, o Circo do Veneno me faz lembrar a minha infância; um circo simples, mas com muito valor. Usei desse sentimento para colocar no papel, a minha homenagem ao artista que tem um traço caricato, além do jeito caipira que traz um pouco mais de humor, dando total sentido à nossa cidade”, comentou o artista Marangoni.

“Buscamos homenagear a história deste circo que muito contribuiu para a cultura popular, e conseguimos, através de artistas piracicabanos, demonstrar o reconhecimento a estes ilustres personagens que fizeram das artes circenses, uma parte da história de Piracicaba”, disse o secretário da Ação Cultural.

Letícia Santin

letí[email protected]

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