Ciúme geralmente é fruto de fantasia (Parte 2/2)

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“Como anda sua autoestima? Pensemos primeiro na tal da autoestima. Como você pode acreditar que alguém o ama e respeita se nem mesmo você é capaz disso? Se esse é seu caso, deixe por uns tempos a questão do ciúme de lado e procure descobrir a beleza que existe em você. Conheça-se melhor, se dê mais amor e atenção, se dê permissão de ser quem você é. Coloque-se em primeiro lugar, lembre-se de que dentro de você existe uma pedra preciosa, valiosa e linda. Permita-se brilhar. Descubra o que você quer da vida. Pare de ficar tentando ver a si mesmo através dos olhos dos outros, aprenda a olhar para si mesmo. Quando estamos encantados com a nossa luz, dificilmente nos perdemos no medo de que alguém não perceba o nosso valor.
Você é confiável? Agora vamos tentar perceber o segundo mecanismo criador das fantasias: a culpa. Será que não é você que anda com desejo de trair seu amor? Será que não está se sentindo atraído por outro alguém? Será que não está em dúvidas a respeito do que sente? Será que você está sentindo ciúme porque na verdade é VOCÊ que não consegue estar inteiro na relação? Como acreditar na inteireza do outro se nem você consegue oferecer isso?
Se, mesmo que inconscientemente, você não estiver inteiro com seu parceiro, corre o risco de acabar achando que é ele que não está com você. Em psicologia esse mecanismo se chama ‘projeção’ e é muito comum de acontecer quando se trata de ciúmes. Ao achar que é o outro que quer nos trair, acaba gerando uma dor que ameniza a culpa de percebermos que na verdade somos nós quem não somos confiáveis.
Você é corajoso o suficiente para revelar seu ciúme a seu parceiro? Qualquer que seja o seu caso, não alimente esse sentimento. Todos nós temos a escolha de nos entregar a algo ou não. Resista ao impulso de ser levado pelo ciúme. Transforme o impulso de vasculhar carteiras, bolsos, e-mails ou celulares na atitude mais madura de conversar com seu parceiro. Revele como está se sentindo, peça ajuda. Fale sobre a sua dificuldade em confiar, fale sobre como você se sente ao estar em contato com esse sentimento, revele seus medos e inseguranças.
Quando falamos sobre o ciúme ele perde muito da sua força. Falar sobre algo assim é um enorme voto de confiança na relação e acaba nos aproximando muito de quem amamos”. Atenção: Falar sobre o ciúme é diferente de deixar o ciúme falar!
Abaixo, uma reflexão do escritor Roberto Shinyashiki:
“É estranho como o ciúme da autorização às pessoas para agirem loucamente. Parece que, quando atacadas por ciúme, dão-se o direito de fazer coisas que em outras situações não fariam. Geralmente o ciumento é muito preguiçoso, pois ao invés de mudar, de se tornar uma pessoa mais atraente e lutar pela pessoa amada, normalmente prefere proibir o outro de fazer coisas que o ameacem. É muito mais fácil proibir e se dizer ameaçado, com uma desculpa cômoda, do que fazer o que é preciso para manter a chama da paixão acesa! O mais difícil em uma situação de ciúme é sair dela sem passar pela indiferença e pelo distanciamento, mas quando conseguimos lidar de uma forma sadia com esse sentimento, é bonito ver como ele se desfaz e dá lugar a uma experiência de amor e admiração pelo ser amado.
Existe um lado natural no ciúme, que é o desejo de manter o ser amado por perto, porque se sabe que ele é uma pessoa especial; então o ciúme se torna um lembrete para se cuidar bem da relação e do outro”.

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