Ministério da Saúde acompanha cobertura dos municipal. Foto: Arquivo/JP

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil teve, em 2017, a menor cobertura vacinal em crianças com até 12 meses dos últimos 16 anos. Apesar deste panorama nacional preocupar gestores de saúde pública e especialistas, em Piracicaba, a cobertura vacinal para o grupo das sete vacinas obrigatórias para esta faixa etária está dentro da “normalidade”, onde três tiveram indicadores acima da meta, duas ficaram bem próximas da meta e outras duas ficaram abaixo da meta estipulada pelo governo federal.

De acordo com SIPNI (Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações), divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, a vacina BCG (tuberculose) teve meta 90% e a cidade atingiu 115,78%, a Pneumocóccia (infecções respiratórias e generalizadas) com meta de 95% atingiu 96,42% e a vacina Rotavírus Humano (diarreia), atingiu 93,55% quando a meta é 90%; a Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, poliomielite inativada, e haemoplilus influenzae tipo B), com meta de 95%, a cidade imunizou 92,96% e a Poliomielite (paralisia infantil), com meta de 95% chegou a 92,74% do publico alvo; a Meningocócica (Conj.C) e a Tríplice Viral D1 (sarampo, caxumba e rubéola), cuja meta também é 95%, foram imunizados, respectivamente, 89,84% e 89,36%.

Para atingir a meta estabelecida e, acompanhando o calendário nacional, a Saúde confirmou o início da campanha de vacinação contra poliomelite e sarampo para agosto, entre os dias 4 e 31, com foco em crianças de 1 a 4 anos. “As ações da prefeitura para alcançar as metas estabelecidas pelo governo federal tem sido a orientação na rede de saúde sobre as vacinas de rotina e campanhas e a importância de manter as crianças vacinadas para manter altas coberturas vacinais; busca de faltosos, na rotina e em campanhas, evitando assim, a ocorrência de doenças preveníveis pelas vacinas e a reintrodução de doenças já erradicadas. O município conta com cerca de 70 unidades da Atenção Básica com as vacinas de rotina disponíveis”, informou a pasta local.

Segundo explica a especialista e mestre em Ciências da Saúde, Angela Rita M. Affonso, para mudar este panorama, as pessoas precisam ser informadas que a vacina são um meio eficaz e seguro de proteção contra determinadas doenças. “Os benéficos de imunizar a criança são vários e incluem menores taxas de hospitalização, diminuição das sequelas que muitas doenças podem trazer, diminuição dos números da mortalidade infantil e prevenção de doenças infectos-contagiosas. Além disso, podem reduzir a abstinência dos pais no trabalho”, informou.

Texto por: Felipe Poleti

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