Coleta seletiva não passa no centro há 4 meses e população reclama

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Material separado pelos moradores acaba sendo levado pela coleta comum e misturado com lixo orgânico (Foto: Amanda Vieira/JP)

Há quatro meses a dedicação da comerciante Camila Rossetti e de outros moradores da região central de separar o material reciclável tem sido em vão, uma vez que, segundo ela, a coleta seletiva não tem sido realizada pela prefeitura neste período. Camila mora e tem uma cafeteria na rua Voluntários de Piracicaba, em frente à escola Morais Barros.


“Desde que começou a quarentena, um pouco antes também, esse serviço já estava defasado e o caminhão não passava mais. […] Nós temos o hábito de separar ainda mais porque eu tenho comércio e utilizo embalagens”, relata Camila, que também reclama da falta de manutenção da praça que fica ao lado da escola Morais Barros, com guias e ladrilhos quebrados e sem lixeiras.


Assim como informou à reportagem, a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) falou à Camila que a coleta seletiva realizada pela Piracicaba Ambiental não foi paralisada durante a pandemia. Disse que, no endereço da comerciante, o caminhão responsável por coletar o reciclável passa de “terça, quinta e sábado, no período noturno”. Mas Camila reafirma que as informações não condizem com a realidade. “Sempre fala ‘a gente tem passado’, a gente não tem uma resposta clara. […] É óbvio que não está passando porque eu moro aqui e eu vejo que não passa”, comenta.


Ontem (24) Camila também abriu protocolo na prefeitura sobre a falta da coleta seletiva e a situação da praça. Para ela, além da manutenção da praça, é urgente que sejam instaladas lixeiras destinadas a materiais recicláveis no local, tanto para conscientizar a população e os alunos da escola a separarem o lixo, quanto para que os comerciantes da região tenham um local para depositar o material reciclado que separam, que tem sido levado pelo caminhão da coleta normal. “Tem que ser lixeira fixa de chão”, enfatiza. Camila relata que, por falta de espaço, não pode instalar na calçada do estabelecimento comercial.


A Semana informou que houve aumento “significativo” de depredações de lixeiras na praça citada, mas que estuda “a possibilidade de novo equipamento conforme a disponibilidade orçamentária do município”. Quanto à manutenção, disse em nota que enviará técnico ao local para análise e, “caso haja necessidade, realizará manutenção pontual do espaço público”.

Andressa Mota

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