Com 33% do público-alvo atingido, vacinação contra gripe ainda tem baixa adesão

Suelen, técnica em enfermagem, se vacinou contra gripe na 1ª etapa da campanha | Foto: Elisa A. M. Campos/Arquivo Pessoal

A Campanha de Vacinação contra Gripe (H1N1/influenza) já contempla, no município, idosos (60 anos ou mais), trabalhadores da saúde, professores das redes municipal e particular, crianças (de 6 meses até menores de 6 anos), gestantes e puérperas. Mas a adesão dos públicos-alvo ainda está baixa.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, até a última quarta-feira, (26), passagem de dados mais recente, foram aplicadas 35.446 doses, o que representa 33% da meta da campanha, que é vacinar 90% – 106.778 – do público-alvo da 1ª e 2ª etapas (total de 118.643 pessoas).

Até o dia 19, passagem de dados anterior à atual, tinham sido aplicadas 15.850 doses de vacina contra gripe, que representa 26% da meta da campanha. Os públicos mencionados acima podem receber a vacina em qualquer unidade de saúde (UBS, USF e CRABs) no período da manhã dos dias úteis, das 8h às 12h, sem agendamento prévio. Basta apresentar a carteirinha de vacinação e um documento de identificação com foto. Os professores precisam ainda comprovar vínculo ativo com a instituição de ensino em que atua, como holerite, carteira de trabalho, contrato de trabalho ou crachá.

O prefeito Luciano Almeida tem reforçado em suas lives a importância da vacinação contra gripe. “Em função do inverno e do tempo mais seco, os problemas respiratórios aumentam e isso sobrecarrega nosso sistema de saúde. Então pedimos a colaboração das pessoas que já estão contempladas na Campanha para que compareçam a uma unidade de saúde no período da manhã para receber a vacina contra a gripe”, enfatiza Luciano.

PROTEÇÃO – A aposentada Benedicta Helena Bezerra de Lima Melo, 77 anos, tomou a vacina contra gripe assim que sua faixa etária começou a ser contemplada na 2ª etapa da campanha, em maio. Ela conta que faz questão de tomar a vacina todo ano e reforça a importância da imunização, principalmente em meio à pandemia e agora que o frio está chegando.

“É muito importante porque agora está chegando o inverno e mudança da temperatura, uma hora está frio e outra está calor, mexe muito com a gente. Desde que a gente esteja vacinado, já é uma preocupação menor. Tomo todo ano. Procuro tomar porque a gente já é de idade e, se tem algum problema de gripe muito forte, principalmente o pulmão é o primeiro que ataca. Procuro me proteger o máximo que eu posso”, relata dona Benedicta, que também já recebeu as duas doses da vacina contra Covid-19.

Suelen de Angelo Manoel Ribeiro, técnica de enfermagem, por sua vez, recebeu a vacina contra gripe dia 27 de abril, na 1ª etapa da campanha – quando eram vacinados até então apenas os trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas e crianças. “Por ser mais um vírus circulante em meio às pessoas, a vacinação da gripe é importante na pandemia, pois nos protege contra os vírus da gripe. E, na minha situação, também protejo meu bebê, por meio da amamentação”, conta a técnica de enfermagem que deu a luz em novembro de 2020.

A vacina aplicada na campanha protege contra três tipos do vírus influenza, o vírus causador da gripe (A/Victoria/2570/2018 (H1N1)pdm09; A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria)).

ESPERANÇA – A estudante de pedagogia e estagiária na Educação Infantil, Michele Carvalho dos Reis Rosa, tomou a vacina em 15 de maio, pois a empresa na qual o marido trabalha – a Caterpillar – disponibilizou a vacina contra gripe para funcionários e dependentes. Aplicações que também são contabilizadas no balanço da Vigilância Epidemiológica. Para ela, é fundamental que o maior número de pessoas possível receba também o imunizante como forma de combater a pandemia.

“A vacinação é muito importante, principalmente nesse momento em que estamos vivendo uma pandemia, pois reduz a circulação do vírus e, consequentemente, o número de hospitalizações e risco de morte devido à gripe, já que o Influenza está relacionado a uma série de complicações, como doenças respiratórias, pneumonia e doenças cardíacas”, afirma. “A vacina é muito segura, tomo todo ano. Vacina é vida, é esperança”, enfatiza Michele.

Da Redação

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