Com alta nos casos de dengue, Piracicaba adia retomada do ‘Aedes do Bem’

(Foto: Claudinho Coradini/JP)

Secretaria Municipal de Saúde considera alto o custo do projeto, que teve resultados positivos na cidade no passado. Dados da pasta apontam 4.904 confirmações da doença de janeiro a 8 de julho deste ano, enquanto no mesmo período de 2020 foram 1.289.

Com mais que o triplo de casos de dengue no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020, a Prefeitura de Piracicaba adiou a retomada do projeto do “Aedes do Bem”, que no passado gerou resultados positivos na cidade. O motivo, segundo a administração municipal, é o custo da iniciativa. As informações são do G1.

Em fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde já tinha revelado a intenção de reativação da iniciativa. Em abril, apontou a possibilidade de retomada em maio.

Na última quinta-feira (14), no entanto, via Lei de Acesso à Informação a pasta comunicou que não houve a retomada e que “o principal motivo foi o alto custo”.

A secretaria não informou o valor proposta pela empresa detentora da tecnologia ou se há previsão de nova data para realizar esse tipo de combate ao transmissor da dengue na cidade.

Em abril, a administração informou que era favorável ao retorno do projeto, tendo em vista que nos quatro anos de sua experiência na cidade mostrou ser uma ferramenta eficiente no controle do mosquito da dengue.

Também em abril, a Oxitec, empresa responsável pela tecnologia, informou que aguardava retorno em relação a uma proposta encaminhada à administração em março e sugeria reinício dos trabalhos a partir de outubro, dada a proximidade com o verão e a incidência de chuvas e altas temperaturas, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença .

Como funciona o projeto

O “Aedes do Bem” de primeira geração, recebido na cidade em 2015, foi um projeto de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados que cruzam com as fêmeas selvagens e as larvas geradas por elas não chegam à fase adulta, diminuindo a população do mosquito na região, e consequentemente, de casos de dengue.

Na segunda geração, que seria utilizada na retomada em Piracicaba, as descendentes fêmeas morrem e os novos machos herdam os genes do mosquito modificado e, após cada cruzamento, seguem as mortes somente das fêmeas, diminuindo a população.

Da Redação (com informações do G1)

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