Piracicaba tinha até ontem pessoas 2.204 infectadas e 84 mortes por covid-19 (Foto: Amanda Vieira/JP)

Piracicaba e outras 25 cidades da Região que compõem o DRS (Departamento Regional de Saúde) regrediram na fase de avaliação do Plano São Paulo de para enfrentamento da covid-19 no Estado e foram reclassificadas na etapa 1 (vermelha). Com isso, os estabelecimentos comerciais nesses municípios voltam a fechar a partir da próxima segunda-feira.

A 6ª fase da quarentena no Estado de São Paulo deve vigorar até o dia 14 de julho.

Ontem, o prefeito Barjas Negri (PSDB) usou as redes sociais para falar com a apopulação e explicar a regressão da cidade. “Se Piracicaba fosse uma região isolada, com certeza estaríamos caminhando para a fase 3 (amarela)”, afirmou acrescentando que o fechamento das 26 cidades ocorre justamente para que não haja a circulação do coronavírus entre os municípios.

Ele pediu paciência à população e disse que a medida ‘é para segurança e saúde da população, para diminuir o número de casos e de óbitos’.

“Apesar da expansão de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), não foi suficiente para manter o município na fase 2”, afirmou o prefeito acrescentando que a taxa de ocupação das unidades no município está em 56%.

O crescimento das estatísticas de mortes e novos casos foram determinantes para a avaliação do Governo do Estado que apontou a necessidade de regressão.

MAIS CASOS EM PIRACICABA
Piracicaba bateu ontem o recorde de diagnósticos da covid-19. De acordo com o comunicado da prefeitura, foram 130 casos registrados em um dia, subindo para 2.204 infectados. Já o número de mortes chegou a 84, com os óbitos de duas idosas de 73 e 91 anos, residentes do Lar dos Velhinhos.

Os pacientes infectados são 73 honmens com idades entre dois e 66 anos e 57 mulheres na faixa etária entre 19 e 85 anos.

AVANÇO NO INTERIOR
O Governo do Estado fez ontem a 4ª atualização do painel de fases da retomada econômica do Plano São Paulo, com extensão da quarentena até o dia 14 de julho. O avanço acelerado da pandemia no interior deixa nove regiões na fase vermelha de restrição total de atividades não essenciais.

Já a melhora de índices em parte da Grande São Paulo permite que a Capital e as sub-regiões do ABC e de Taboão da Serra avancem à fase amarela, que permite atendimento presencial restrito em bares, restaurantes e salões de beleza.

Nas demais três sub-regiões da Grande São Paulo e outras sete áreas do interior e litoral, permanece a fase laranja, com reabertura de 20% da capacidade de escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias por quatro horas diárias.

“O sexto período da quarentena começa no dia 29 de junho e vai até 14 de julho. Estamos completando 100 dias de quarentena em 1º de julho. E o novo mapa do Plano São Paulo continua sendo uma ferramenta técnica muito importante para planejamento e execução de todo o combate à pandemia no estado, afirmou o governador João Doria (PSDB).

“O Plano SP completa 30 dias na próxima terça (30) e vem seguindo seu curso com sucesso e credibilidade”, acrescentou.

Além de Piracicaba, as regiões que estão na fase vermelha são as dos Departamentos Regionais de Saúde de Araçatuba, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto e Sorocaba. Já na etapa laranja, ficam as áreas de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Campinas, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Taubaté, além das sub-regiões Leste (Alto Tietê), Norte (Franco da Rocha) e Oeste (Osasco) da Grande São Paulo.

Na fase amarela, a flexibilização prevê abertura limitada a 40% da capacidade de todos os setores previstos na laranja e seis horas de expediente, além da retomada controlada e parcial de atendimento presencial em salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes – o consumo local só será liberado em áreas arejadas e segundo rígidos protocolos sanitários estabelecidos no Plano SP.

Apesar do aval do Governo do Estado para o avanço à fase amarela em parte da Região Metropolitana de São Paulo, a recomendação é para que as prefeituras só liberem o atendimento presencial em salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes a partir do dia 6 de julho. O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, já adiantou que vai seguir a orientação de médicos e especialistas do Centro de Contingência do coronavírus.

COMPORTAMENTO
Segundo o status dos indicadores do Plano São Paulo nesta quarta atualização, a capacidade hospitalar para atendimento a pacientes graves de covid-19 é satisfatória em praticamente todas as regiões do estado. Porém, o aumento no número de casos na maior parte do interior provocou o regresso à restrição total em praticamente metade do território estadual.

Na média estadual medida a cada sete dias e fechada na última quarta-feira, houve redução na taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para covid-19 de 66,5% para 65,5%, além de aumento na média de vagas por cem mil habitantes de 19,1 para 19,7.

Na mesma comparação do período atual ao anterior, a média estadual de casos de infectados por coronavírus subiu 35%, enquanto que a taxa de internações caiu 2%. A taxa semanal de mortes por covid-19% subiu 11% em relação à reclassificação da semana passada.

Em números absolutos, o mês de junho até esta sexta-feira (26) registrou 138.889 novos casos em relação a maio, que teve 81 mil infecções confirmadas no período. Já as internações de junho somaram 46,092, com queda em relação ao total de 46.735 do mês anterior. As mortes por covid-19 em junho vitimaram 6.144 pessoas no estado, ante 5.240 em maio.

Beto Silva

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