Com dólar forte, juros médios e longos sobem, mas taxas curtas caem com Ilan

Os juros futuros de curto prazo recuam na manhã desta quarta-feira, 9, mas já reduziram a queda inicial, pressionados pelo avanço da curva de médio e longo prazo em meio ao fortalecimento do dólar ante o real. As taxas curtas reagem à sinalização do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que o BC deve cortar mais uma vez a taxa Selic, na quarta-feira da próxima semana.

Ilan enfatizou em entrevista na noite desta terça-feira, 8, à GloboNews, que a recente pressão do dólar não impedirá o corte da Selic na próxima semana. Por isso, os investidores que haviam reduzido recentemente as apostas em novo corte na reunião do Copom da próxima semana estão ajustando posições.

Segundo operadores de câmbio, após recuar nos primeiros negócios, o dólar retoma a valorização diante do cenário geopolítico nebuloso, o risco ainda de uma guerra comercial entre Estados Unidos e a China e dúvidas sobre os desdobramentos do rompimento do acordo nuclear americano com o Irã – além da expectativa de mais elevações dos juros americanos neste ano.

Sem impacto nos negócios, os Estados Unidos informaram mais cedo que o índice de preços ao produtor (PPI) americano subiu 0,1% em abril ante março, segundo dados publicados pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio abaixo das expectativas de analistas, que previam alta de 0,2%. Já o núcleo do PPI, que exclui preços de energia e alimentos, aumentou 0,2% no mesmo período, em linha com a projeção de 0,2%. Na comparação anual, o PPI teve alta de 2,6% em abril, a menor desde dezembro de 2017.

Às 9h34 desta quarta-feira, o DI para janeiro de 2019 caía a 6,285%, de 6,330% no ajuste de terça. O DI para janeiro de janeiro de 2020 marcava 7,27%, igual ao ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2021 subia para 8,34%, de 8,29% do ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2023 avançava a 9,55%, de 9,48% no ajuste da véspera. No câmbio, o dólar à vista estava em alta de 0,21% neste mesmo horário, aos R$ 3,5760. O dólar futuro para junho ganhava 0,35%, aos R$ 3,5845.