Com eletivas suspensas devido à pandemia, Piracicaba totaliza 2,9 mil pessoas na fila por cirurgias

(Foto: Claudinho Coradini/JP)

Ortopedia, oftalmologia e urologia têm os maiores números de pedidos parados. Retomada depende de queda em casos de Covid-19 e nas taxas de ocupação de leitos, diz prefeitura.

Com as cirurgias eletivas suspensas devido à pandemia de coronavírus, a rede municipal de saúde de Piracicaba (SP) tem uma fila de 2.945 pessoas à espera deste tipo de procedimento. As áreas com o maior número de pedidos parados são as de ortopedia, oftalmologia e urologia. Os dados foram levantados pelo G1, com base em informações da prefeitura em resposta a um requerimento do vereador Aldisa Marques (Cidadania), no dia 16 de junho. Cirurgias eletivas são aquelas que não são de urgência e emergência.

A administração elencou as especialidades com as maiores filas:

  • Ortopedia – 1.094
  • Oftalmologia – 550
  • Urologia – 295
  • Otorrino – 179
  • Cirurgia geral – 420
  • Ginecologia – 315
  • Pediatria – 92

Segundo a secretaria de saúde, a suspensão destes procedimentos ocorre em razão da priorização de leitos, insumos e medicamentos para casos de Covid-19 e isso não ocorre apenas na cidade, como em todo o país.

Conforme os dados da pasta, de janeiro a abril deste ano, foram realizados 863 procedimentos. Os locais destinados para realização das eletivas atualmente são a Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, Hospital dos Fornecedores de Cana, Hospital Regional e Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) de Piracicaba.

Catarata

Em relação aos procedimentos oftalmológicos, 363 das pessoas em espera aguardam procedimento de catarata, conforme revelado pela administração em outra resposta de requerimento, também no último dia 16, ao parlamentar André Bandeira (PSDB). “Muitas pessoas precisam realizar com urgência essa cirurgia e, no ritmo que está, está demorando demais”, disse o vereador.

No requerimento enviado ao Executivo, o vereador pergunta se as cirurgias estão atrasadas, o motivo do atraso e o número de pessoas na lista de espera. André Bandeira também pergunta sobre uma possível data para atender as pessoas que precisam da cirurgia, o que a Prefeitura tem feito para resolver esse problema e se haverá algum mutirão para atender tais casos.

A prefeitura informou que há necessidade de aguardar a normalização do fluxo de contaminações pelo coronavírus, com diminuição da taxa de ocupação dos leitos hospitalares e da demanda por insumos, para que haja retomada das cirurgias eletivas.

Também apontou que tem intensificado as fiscalizações quanto a aglomerações, para que isso reflita na queda nos números da pandemia e da sobrecarga hospitalar.

O vereador afirma que continuará com questionamentos à Secretaria Municipal de Saúde para que as cirurgias agendadas sejam realizadas sem mais demora.

Medicamentos para castração

A pandemia também prejudica procedimentos veterinários na cidade. Os agendamentos para castração de cães e gatos estão suspensos desde 7 de abril deste ano, sem previsão de retomada, porque os insumos e medicamentos utilizados são os mesmos usados para procedimentos essenciais no combate à Covid-19.

Segundo a Saúde de Piracicaba, o município recebeu doação de parte dos insumos para retomada emergencial das castrações.

“No entanto, os insumos e medicamentos faltantes para esta ação emergencial estão em fase de aquisição/licitação pela Secretaria”, informa em nota.

De acordo com Eliane de Carvalho Silva, coordenadora do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), os medicamentos em estoque são racionados para garantir o tratamento dos animais que estão acolhidos no local e casos de urgência e emergência, como casos de atropelamentos e de animais vítimas de violência.

Em fevereiro a vereadora Alessandra Bellucci (Republicanos) já havia questionado o Executivo quanto à contratação de clínica veterinária para prestação de serviços de castração dos animais.

A prefeitura informou na ocasião que “o município foi contemplado com emenda no valor de R$ 100 mil para aquisição de cirurgias de castrações com elaboração de plano de trabalho pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses, em que seriam contratadas clínicas veterinárias para execução desses serviços mediante processo licitatório”.

Da Redação

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