Com restrições, parques serão reabertos a partir de segunda-feira (17)

Parque da Rua do Porto funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h às 16h | Foto: Amanda Vieira

Os parques da Rua do Porto, do Piracicamirim, do Engenho Central e o da Paulista serão reabertos com restrições de funcionamento a partir da próxima segunda-feira (17). Os locais de lazer ficarão disponíveis aos público das 6h às 16h em dias alternados. O decreto de reabertura foi publicado ontem pela prefeitura. 

De acordo com o documento, o Parque da Rua do Porto e o Parque do Piracicamirim funcionarão de segunda a sexta-feira, das 6h às 16h. Já o Parque do Engenho Central e o da Paulista abrirão somente às segundas, quartas e sextas-feiras, no mesmo horário.  Os quatro parques públicos da cidade não abrirão aos finais de semana.

O decreto estabelece normas que devem ser cumpridas a partir da reabertura, entre elas, o uso obrigatório de máscara em tempo integral, observar o distanciamento social de dois metros, a necessidade de orientação aos frequentadores dos parques quanto às regras do protocolo, controle de acesso e a determinação da capacidade máxima conforme orientações das autoridades de saúde, a intensificação de limpeza de banheiros e a desinfecção de áreas de maior fluxo, a proibição de utilização de parquinhos infantis, academias, equipamentos de ginástica, campos e quadras esportivas, não permissão para o uso de bebedouros públicos, posicionar álcool gel, de maneira visível e de fácil acesso, para funcionários e usuários, e outras regras.

Mais infectados 
A Secretaria de Saúde de Piracicaba registrou ontem uma mortes em razão da covid-19. A vítima é um homem de 65 anos, o que elevou o número de óbitos para 244.

Em relação aos infectados, foram mais 181 pessoas nas últimas 24 horas, sendo 96 mulheres (de 3 a 92 anos) e 85 homens (com idade entre 5 e 85), chegando a 9.792 casos positivos.

O município registrou mais 36 pessoas recuperadas da doença, elevando este número para 7.998. Piracicaba ainda tem 1.550 pessoas em tratamento, 958 casos suspeitos e 11.497 casos descartados.

No Estado
O Estado de São Paulo registra nesta quinta-feira 26.613 óbitos e 686.122 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 461.041 pessoas estão recuperadas, sendo que 80.279 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 56,4% na Grande São Paulo e 57,8% no Estado (outros dados no link abaixo). O número de pacientes internados é de 11.675, sendo 6.717 em enfermaria e 4.958 em unidades de terapia intensiva.

Cloroquina
O Hospital Unimed Piracicaba informou ontem que, seguindo a tendência mundial, começou a utilizar medicamentos com as substâncias hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina no tratamento de pacientes com Covid-19.

De acordo com o médico coordenador da Universidade Corporativa da Instituição, Daniel Valim, todos esses medicamentos – além de outros tantos que polemizaram mundo afora, infelizmente, não reduziram a mortalidade relacionada ao vírus, sendo desaconselhados por órgãos de saúde nacional e internacional.

“Hoje, podemos afirmar com segurança e dados científicos que não há uma droga disponível com ação direta à doença”, disse.

“Como em outros casos na história da medicina, o tempo tem ensinado sobre a nova doença e como combatê-la. O tratamento efetivo mostrou ser baseado em técnicas e medicações que já conhecíamos, porém foram adaptados para o combate não ao vírus diretamente, mas aos seus efeitos no organismo”, afirmou.

Entre as ações no Hospital Unimed Piracicaba, destaque para as técnicas de ventilação, baseadas na pronação – quando o paciente é colocado de bruços por longos períodos e capaz de aumentar em até 50% a capacidade de oxigenação dos pulmões.
 
“Isso pode ser feito tanto em pacientes na UTI quanto em enfermaria. Outros medicamentos que diminuem o risco de complicações, como trombose e uma resposta inflamatória exacerbada, também se mostraram eficazes, porém são úteis apenas em casos graves. O uso em quadros leves não apresenta benefícios, podendo levar, inclusive, a outras complicações e piora do quadro respiratório”, contou Valim.

Beto Silva