Caminhoneiros de Piracicaba aderem ao primeiro dia de paralisação

Atualizado às 20h30

A paralisação dos caminhoneiros autônomos em Piracicaba começou nesta segunda-feira (1), por volta das 10h, na rodovia SP-304 (Geraldo de Barros), na rotatória de Santa Terezinha e na alça de acesso para a rodovia SP-308 (Hermínio Petrin) e durou cerca de duas horas. Segundo estimativa da Polícia Rodoviária, cerca de 40 caminhões participaram do primeiro dia do ato no acostamento das rodovias. De acordo com o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), a paralisação é a nível nacional e por tempo indeterminado. A movimentação foi pacífica e não interditou as vias.

Início da paralisação nesta manhã na SP-304 | Foto: Amanda Vieira/JP

A paralisação neste ano é fruto do aumento do preço dos combustíveis e ainda de reivindicações da greve de 2018 não cumpridas, segundo a categoria. De acordo com o Conselho, entre as reivindicações estão piso mínimo de frete do transportador autônimo rodoviária de cargas; política de preço de paridade de importação aplicado pela Petrobras ao consumidor nacional; contratação direta do transportador autônomo rodoviário de cargas; aposentadoria especial do transportador autônomo rodoviário de cargas, entre outras.


Segundo Flávio Zamithi, uma das lideranças no Estado, o objetivo do primeiro dia “foi atingido”. “Tudo que for da área médica, nunca, nem em 2018 nós seguramos”, afirma. Em nota emitida em 20 de janeiro, o Conselho afirmou: “Antecipamos que haverá o cumprimento da Constituição Federal e das leis, com observância especial aos cuidados de prevenção ao contágio do coronavírus (covid-19) em respeito ao momento pelo qual passamos em decorrência da pandemia, com garantia de manutenção mínima de 30% (trinta por cento) dos serviços essenciais, garantindo o abastecimento com prioridade da quota destinada a circulação dos transportes de combustível, medicamentos, insumos hospitalares, cargas vivas, alimentos perecíveis e afins”.

Foto: Amanda Vieira/JP

A Política Rodoviária sinalizou a pista durante a manifestação. De acordo com o capitão Maldonado, comandante da 2ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Rodoviária, o ato ocorreu de forma pacífica e não chegou a interditar vias da rodovia SP-304. O comandante conta ainda que a PM Rodoviária fez contato com os organizadores para explicar “a situação de não pararem a rodovia”. Por volta das 12h, todos os caminhões que estavam no acostamento durante o ato tinham seguido viagem, ainda segundo o comandante. “Tudo liberado, alguns manifestantes continuavam pelo pátio do posto, porém de forma pacífica”, afirma.


Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas, até às 19h de desta segunda-feira (1) não houve notificação de desabastecimento nos postos de combustíveis da região. A Associação Paulista de Supermercados afirmou que acompanha a movimentação para “garantir o abastecimento” e que “acredita que o evento não deve gerar risco para o essencial setor supermercadista”.

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Andressa Mota

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