Comerciantes da Praça Takaki, na Paulista reclamam de furtos e moradores de rua

Comerciantes estão incomodados com moradores de rua (Claudinho Coradini/JP)

Comerciantes do entorno da Praça Takaki reclamaram de furtos e invasões que estão ocorrendo com mais frequência em estabelecimentos das imediações. Outra preocupação é com os moradores de rua que se concentram na região e causam certos transtornos, como sujeira e intimidação dos frequentadores do espaço. Patrícia Gonçales, que representa um grupo de comerciantes dessa região afirma que alguns são usuários de drogas e de bebidas alcoólicas. “Não temos dados completos sobre as invasões, pois muitos nem registram, mas em conversas paralelas pelo menos duas invasões ocorrem por semana ou fim de semana”, alega Patrícia.

Outra comerciante, que pediu para ter a identidade preservada, disse que está há meses buscando ajuda do Poder Público. “A desculpa dos serviços de apoio, é que eles só podem ajudar essas pessoas se elas quiserem ajuda e a maioria prefere ficar ‘livre’” , relatou.

Segundo mais uma comerciante, “a situação está delicada. Muitas pessoas que levam alimentação a esses indivíduos acham que estão ajudando, mas não veem que na verdade estão agravando o problema. Quando amanhece, a quantidade de marmitas jogadas pelo chão e de lixo espalhado é enorme”, alegou.

Patrícia afirma que uma medida seria o direcionamento obrigatório para abrigos e já que a maioria não quer ficar em abrigo, “então que voltem para suas famílias, pois não podemos usufruir dos espaços públicos por estarem tomados por ‘moradores de rua’. O direito de livre arbítrio deles, está sobrepondo nosso direito de ir e vir”, relatou.

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O comandante interino da 1ª Companhia da Polícia Militar, Paulo Henrique de Jesus da Silva, informou que a Praça Takaki é um dos principais pontos de interesse na área da 1ª Companhia, tendo em vista a concentração de estabelecimentos comerciais e residenciais. “Esse policiamento é sempre intensificado com operações de preservação da ordem pública”.

A PM enfatizou que a questão de “pedintes” e dependentes químicos configura problema de saúde pública e assistência social que acabam resvalando na Segurança Pública. Diante disso, tratativas serão feitas junto aos órgãos responsáveis para atuação em conjunto, a fim de melhor atendimento de tal demanda. Lembrando que se tais pessoas não estiverem cometendo algum delito, a atuação da Polícia Militar fica limitada em razão de questões legais, daí a importância dos acionamentos por intermédio do telefone de emergência “190” sempre que estiverem em prática delituosa, evitando assim a subnotificação, o que atrapalha o planejamento operacional.

A Prefeitura de Piracicaba informou que é necessário fazer a reclamação, por meio do telefone 156 e respeitar o prazo estabelecido para resposta.

Cristiani Azanha
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