Comida ou ração? Livre demanda ou horários certos? Saiba qual a melhor opção para o seu pet

Foto: Divulgação

Veterinária explica sobre alimentação e alerta: é preciso cautela caso tenha a ideia de mudar o estilo da comida

Quem tem gato ou cachorro em casa sabe o quão importante é a alimentação diária do animal. De acordo com o que eles ingerem, podem ficar cabisbaixos e sem energia, ou até mesmo desenvolver reações alérgicas ou intoxicações. Por isso, é sempre bom questionar o que seu pet tem comido, visto que nem todos os alimentos são bons para os organismos deles. Aliás, muitos tutores possuem essa dúvida: é melhor oferecer ração ou comida caseira para pets como arroz, frango, legumes e verduras?

Segundo a médica veterinária Maria Cecilia de Lima Rorig, o melhor para o seu pet é o que você pode oferecer. A ração é um alimento que oferece um equilíbrio de todos os nutrientes que os pets precisam, “além da questão da praticidade, oferece benefícios para dentição, ajudando a diminuir o acúmulo de cálculo dentário”, clarifica. Ela explica que, muitas vezes, os tutores não têm a possibilidade de buscar outra alternativa de alimentação que não a comercial (ração seca) ou que não possuem acesso às rações úmidas, que são os enlatados, cujo custo é, geralmente, mais alto. A decisão de como alimentá-lo deve ser feita como base em sua condição financeira, tempo e estilo de vida.

Para ajudar nessa escolha, ela esclarece que antes de mudar a dieta do animal, é necessário pensar nas necessidades dele. “Se o pet tem, por exemplo, um problema renal, hepático, se é cardiopata ou tem predisposição para formar cálculos na bexiga, então ele vai precisar de uma ração apropriada. E mesmo que o cão ou gato não tenha uma doença de base, é importante saber alimentar de acordo faixa etária e raça. Ou seja, para cada animal é uma alimentação diferente”.

Caso você queira começar a substituir a ração por comida caseira, a médica explica que é possível, porém, é muito importante procurar um profissional especializado, como um nutricionista veterinário, e conferir o que ele indica para o seu pet. “Muitas vezes, essas alimentações naturais já são vendidas prontas, congeladas. Não é a comida caseira, que sai direto do nosso prato, com tempero”, diz. Ela finaliza que o tutor pode adquirir essa dieta pronta ou então aprender a preparar esse alimento especialmente para o animal.

Em relação à frequência, os gatos têm o hábito de beliscar o dia todo, diferente dos cães, que, normalmente, possuem horário determinado para se alimentar. Então, segundo a veterinária, a indicação para os felinos é deixar a comida disponível o dia todo (alimento seco) – no caso de um enlatado, é preciso atenção para que ele não venha a se deteriorar.

Para os cães, é importante que a alimentação seja oferecida, no mínimo, duas vezes ao dia. “É incorreto alimentar os cães uma vez só ao dia, como muitos fazem, visto que ficar um intervalo muito longo eles podem comer muito rápido quando ele é oferecido, e podem desenvolver o que chamamos de aerofagia (ingestão de ar) ou até mesmo distúrbios gastrointestinais” explica. Em relação aos filhotes, a especialista alerta que os cachorros precisam se alimentar ao menos quatro vezes por dia, porque os animais mais jovens têm um risco maior de desenvolver hipoglicemia se ficarem em um jejum muito prolongado.

Laís Seguin
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