Comissão da Saúde aguardava autorização para entrada forçada há cinco meses

Foto: Claudinho Coradini/JP

Em Piracicaba, 41 acumuladores de materiais e de animais estão cadastrados na prefeitura para acompanhamento

A situação de acumulador vivida por Paulo Sérgio Garcia, 55 anos, encontrado morto em casa, em meio a uma grande quantidade de material inservível, nesta quarta-feira (20) foi constatada em fevereiro pela Comissão de Acumuladores de Piracicaba. Desde então, segundo informou a prefeitura, teve início o processo de entrada forçada na casa e a administração aguardava autorização para realizar, legalmente, a limpeza e o trabalho de acompanhamento social e de saúde do acumulador.

Em Piracicaba, 41 acumuladores de materiais inservíveis e de animais são cadastrados pela prefeitura, além de 195 recicladores, que acumulam material reciclável e que destinam esses materiais após certo período de tempo.

A Comissão de Acumuladores tem a coordenação da Secretaria de Saúde e também integram a comissão a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente), Governo e a Smads (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social).

Segundo a administração municipal, a atuação da comissão se baseia nas denúncias realizadas pela população via SIP (Serviço de Informação à População)-156. “Quando chega uma denúncia ela é direcionada ao PMCA (Plano Municipal de Combate ao Aedes), vinculado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Após análise da situação e confirmada a situação da pessoa como acumuladora, é feito encaminhamento do caso para a Rede de Atenção Psicossocial e Smads. Depois, o PMCA solicita autorização de entrada forçada para a Procuradoria Geral, para assim, legalmente, poder fazer a limpeza do local”, informou a prefeitura.

Após a ação de limpeza, é feito atendimento e acompanhamento social e de saúde do acumulador.

Segundo a prefeitura, o trabalho junto aos acumuladores é delicado, tendo em vista todas as condições de saúde que envolvem a pessoa nesta situação. A rede de atenção psicossocial faz trabalho com os acumuladores e também com seus familiares junto a unidade de saúde da região onde o acumulador reside na intenção de criar vínculo com o paciente e possibilitar o acesso dele aos serviços do Caps no entanto, estes pacientes são resistentes à ajuda, deixando o processo mais longo e delicado.

Beto Silva
[email protected]

LEIA MAIS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

catorze − 6 =