Comissão de educadores físicos pede a reabertura das academias

Comissão pedem ajuda à Prefeitura para reabrir academias na cidade | Foto: Amanda Vieira

Cerca de 20 pessoas entre gestores de academia e profissionais de educação física criaram uma comissão para acompanhar, junto ao Poder Público, a reabertura de academias e atividades ao ar livre em Piracicaba.

Na última segunda-feira (15), em reunião com o prefeito Barjas Negri (PSDB), no Centro Cívico, junto a outros representantes do Executivo e Legislativo local, o grupo elaborou um protocolo, em que apontam algumas demandas e sugestões para a volta ao trabalho. “Entendemos que o prefeito Barjas possa interceder junto ao governador do Estado mostrando os protocolos para a reabertura”, conta um dos representantes, o professor Rogério Cardoso.

O objetivo da comissão, de acordo com Cardoso, é fazer valer o Decreto Federal nº 10.344. “Coloca a atividade física como serviço essencial a saúde”.

Em números, de acordo com dados fornecidos por Cardoso, Piracicaba conta com mais de 1100 profissionais de Educação Física, registrados no Conselho Regional do Estado de São Paulo, e mais de 167 estabelecimentos registrados no mesmo órgão. “De acordo com os dados da IIRSA (International Health, Racquet & Sportsclub Association) do Brasil, mais de 45 mil pessoas em Piracicaba praticam atividade física o que representa 11% da população”, ressalta o professor.

O entendimento da comissão, no entanto, conflita com a do Governo do Estado de São Paulo, que mantém a atividade suspensa por prazo indeterminado. Piracicaba encontra-se na Fase 2 (laranja) que significa atenção e, segundo o decreto do Estado, as academias só podem voltar a funcionar com restrições na fase 4.

“Se formos falar em vidas, como diz o governador do Estado, João Doria, nada mais correto do que falar em como a nossa atividade pode ajudar neste sentido. Pessoas estão morrendo, não somente de covid-19, mas também de falta de tratamento por meio da atividade física que é capaz de prevenir e tratar pelo menos quatro das doenças que mais matam no mundo como, cardiopatias, diabetes, câncer e hipertensão”, contextualiza Cardoso.

O integrante da comissão local que pede a reabertura de academias e atividades de educação física ao ar livre, destaca, ainda, que como prevenção à covid-19, exercitar o corpo ajuda a “aumentar a imunidade e diminuir a inflamação do corpo, principal responsável pelo agravamento da doença”.

Cardoso comenta sobre algumas mudanças que devem ser promovidas para o retorno da categoria, como uso de máscaras nos treinos, uso de tapetes sanitizantes na entrada e saída das pessoas, uso de espaços delimitados para cada pessoa nos treinos (com um aluno a cada 6 metros quadrados), uso de próprias garrafas para água e uso de termômetros na entrada das pessoas para verificarem a temperatura corporal entre outros protocolos.

“As academias estão servindo como espaços inclusive de triagem para pessoas com covid-19 por serem profissionais da saúde capacitados para averiguarem isso e já é feito em municípios e estados que já permitem as operações das academias”, ele relata.

Outro argumento para a reabertura, afirma Cardoso, é “salvar vidas”. “Estas, que podem ser salvas entre os cardíacos, diabéticos, obesos entre outros através do exercício. Somente o governador vê que as academias, mesmo seguindo todos os protocolos entregues, seja fonte maior de proliferação de covid-19, maior do que shoppings, supermercados e transporte publico”.

Erick Tedesco ([email protected])