Como gerenciar uma marca além do consumidor final

Se sua marca deixasse de existir amanhã, o que o mundo perderia? Essa é uma pergunta ao mesmo tempo provocativa e transformadora. Quando não há um propósito para que a marca ou a empresa exista, seu desaparecimento não causa senão um vazio no mercado onde atua. Um vazio que pode ser rapidamente ocupado pelos competidores e sem qualquer sentimento de luto junto aos clientes.

A marca é um nome, normalmente representado por um desenho (logotipo e/ou símbolo). As experiências reais ou virtuais, objetivas ou subjetivas vivenciadas pelo cliente atribuirá valores específicos às marcas. Essas experiências associadas  aos seus benefícios emocionais podem levar a sua fidelização, facilitando as escolhas diárias por um produto específico nos levando a identificar a marca pelo seu logotipo, símbolo, mascote, embalagem e cores.

Uma marca pode agregar valor emocional a um produto, satisfazendo desejos e necessidades dos consumidores. Praticar uma boa gestão da marca ou branding deve prever o planejamento da marca, visando o desenvolvimento e o controle de suas diversas expressões, por meio da organização de ações estratégicas de construção e projeção no mercado.

O gerenciamento de marcas não deve limitar suas ações ao consumidor final, abrange também outros públicos, os funcionários da corporação, fornecedores, e demais stakeholders, que devem ser considerados para a consolidação das marcas. São diversos os elementos que podem formar a identidade de uma marca.

Aponto oito importantes elementos que compõem uma marca mencionando o que são cada um desses elementos e como enxergá-los com sua devida importância para seu negócio: Posicionamento –  é a fatia de mercado que a marca define para si no ambiente competitivo, e está relacionado à segmentação do público-alvo  devendo transmitir  a imagem planejada para o produto; Nome – ele identifica uma marca, muito mais do que simplesmente identificar e comunicar o que  representa, o nome da marca na contemporaneidade  deve ter sonoridade, ser bonito de  ver, de  escrever, de digitar e gostoso de pronunciar; Logotipo – é a  forma como se  escreve ou a tipologia que se usa para  escrever o nome da marca.

A escolha da fonte deve obedecer à  essência de sua marca, ou seja, uma fonte mais chapada  ou uma fonte  e variações de cores que a Google usa, ou  então algo mais caligráfico e rebuscado como é o caso da Coca – Cola  independente da tipologia adotada, a percepção da marca pelo consumidor pode ser mais distinta do que se imagina, portanto, vale a pena perder um pouco de  tempo com isso; Símbolo – é a imagem ou figura que representa sua marca é a parte que pode  ser identificada, mas não lida pelo consumidor como exemplo, temos a maçã da Apple, o jacaré da Lacoste, ou o ninho de passarinhos da Nestlé, nosso cérebro memoriza melhor a imagem do que a palavra, uma questão de psicologia cognitiva reconhecemos melhor um símbolo do que palavras; Embalagem – é a roupa da sua marca ela carrega potentes elementos de identidade e diferenciação de uma marca; Registro – a sua proteção legal é uma etapa de fundamental importância, criou um nome para sua marca acesse o site do INPI (instituto Nacional de Propriedade Industrial) e consulte se há registros dos  elementos que você criou; Valor da Marca ou brandequity  é a importância a mais que um consumidor paga para  obter a sua marca preferida  e não um produto parecido sem o nome de sua marca.

Praticar uma boa gestão da marca requer  um bom planejamento e  acompanhamento, a marca deve sempre levar em conta resultados de  longo prazo.

LEIA MAIS:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

10 + 19 =