Concerto faz homenagem e leva música e esperança à Santa Casa

Foto: Claudinho Coradini/JP

Pouco antes das 13h de sexta-feira (29), uma movimentação atípica tomava a entrada principal da Santa Casa de Piracicaba. Nada relacionado ao combate à covid-19 ou qualquer outra correria dos profissionais da instituição para atender pacientes de outras enfermidades, mas sim a espera de equipe hospitalar, visitantes e população pelo concerto do grupo musical Janu Adonai, que logo fez uma apresentação embalada por mensagens de esperança e positividade.
O concerto aconteceu a pedido da Mesa Diretora e Administrativa da Santa Casa e, em pouco mais de uma hora, reuniu centenas de pessoas que acompanharam atentos, devidamente de máscaras e com muitos celulares ao alto, registrando o momento. A motivação do concerto, revela o músico e professor Marcos Tadeu Januário, o Janu, é poder dizer, por meio da música, um “muito obrigado” aos profissionais da saúde que estão na linha de frente contra o vírus. “Eles demonstram uma enorme prova de amor ao próximo. Deixam as famílias para, diariamente, vir ao hospital e doar-se ao outro”.
Janu apresentou um repertório variado, entre música gospel e sucessos nacionais e internacionais, acompanhado da pianista Cris Favoretto, do violinista Marcelo Ferreira e da violoncelista Vanessa Rodrigues. “São músicas com mensagens de amor e esperança”, ele disse ao Jornal de Piracicaba momentos antes de iniciar à apresentação.
O provedor da Santa Casa, João Orlando Pavão, acompanhou o concerto e fez um breve discurso, entre uma música e outra. “É um momento de emoção e agradecimento, num período de tantas dificuldades. Vamos vencer”. Pavão também elogiou a disposição do Janu e seu grupo pela experiência de ontem. “São pessoas que se dispõem a vir aqui e prestar homenagem a todos os que estão trabalhando para minimizar e enfrentar o problema”.
A plateia aprovou o concerto. Carmen Aguado, junto à pequena sobrinha, foi até a Santa Casa na tarde de ontem exclusivamente para assistir Janu. “É importante termos algo assim, renova nossas esperanças”. A menina, no colo da tia, também gostou – gesticulando, envergonhada, um ‘sim’ com a cabeça.
No local também estavam duas enfermeiras da área de controle de infecção. Jacinta Mendes Vieira assistia de longe, de olho tanto no grupo como nas pessoas ao redor, para garantir que todos usavam máscaras. “Viemos acompanhar tanto pela música, que é gratificante, como verificar se cumprem o distanciamento social e estão se prevenindo corretamente contra a covid-19”. Ela ressalta, ainda, que apenas máscara já é suficiente. “Luva é melhor apenas se for fazer algum procedimento”.
Ao seu lado a enfermeira Fernanda Rosa completa. “Estou feliz pela ideia de trazer o Janu e sua música e feliz também em ver que todos estão usando máscara”.