Concessionária Mirante alerta para prejuízos causados pelo descarte irregular de óleo na rede coletora

Óleo e gordura em geral descartada na rede se solidifica e se transforma em uma massa dura como concreto

Pode parecer inofensivo, mas o descarte irregular de óleo na rede coletora de esgoto é um dos principais desafios enfrentados na área de saneamento. Em Piracicaba, esse cenário não é diferente, sendo responsável pelo índice de 36% das obstruções registradas mensalmente pela equipe técnica da concessionária Mirante. A prática, que muitas vezes é adotada como uma solução rápida para eliminar o resíduo, implica em danos ambientais, assim como prejudica o bom funcionamento do sistema de esgotamento sanitário.

Em relação aos prejuízos a operação do sistema, a coordenadora de Serviços e Operações, Laís Fonseca Gomes, explica que, em seu estado natural, a água e o óleo não se misturam e, ao percorrer a tubulação, o óleo forma uma placa sólida de gordura que vai se acumulando entre as “paredes” da tubulação e, consequentemente, obstrui toda a passagem inviabilizando a vazão do esgoto pela rede coletora.

Ao analisar os dados operacionais, o cenário torna-se ainda mais preocupante. Mensalmente, a área de Serviços executa cerca de 300 desobstruções relacionadas ao acúmulo de gordura na rede coletora. Para auxiliar neste problema a empresa tem adotado procedimentos preventivos, a fim de coibir as ocorrências relacionadas a essa conduta irregular.

“Infelizmente, ainda existe uma cultura equivocada de que tudo pode ser descartado na rede, mas ao adotar essa conduta, a “solução” de um indivíduo, transforma-se em um transtorno coletivo, pois além de danificar o sistema de esgotamento, também, afeta ao meio ambiente. Por isso, cada vez mais a concessionária tem implementados métodos preventivos como higienização frequente das tubulações com caminhão hidrojato e o detergente biodegradável”, destaca a coordenadora.

PROGRAMA DE OLHO NO ÓLEO

No cenário ambiental, a concessionária alerta ainda para o dado alarmante de que, a cada um (1) litro de óleo descartado irregularmente, cerca de 20 mil litros de água são contaminados, pois essa substância pode se infiltrar no solo e atingir o lençol freático. Além disso, por ter densidade inferior à água, ao se “misturarem” forma-se uma espécie de película que dificulta a passagem de luz e oxigênio ao corpo hídrico, com isso, os seres vivos que habitam o aquele ecossistema aquático acabam morrendo, devido a uma oferta menor de alimento e ar.

Para orientar sobre os impactos ambientais provenientes desse hábito, a concessionária conta com o programa De Olho no Óleo, promovido pela área de Responsabilidade Social.

A iniciativa tem o objetivo de conscientizar a população de forma geral, sobre a importância da destinação correta do óleo de cozinha e os prejuízos causados quando não há a coleta adequada. O programa oferece a orientação sobre os métodos de destinação, por meio de oficinas de sustentabilidade, folhetos explicativos, dinâmicas adaptadas a vários perfis e faixas etárias de público, que apresentam formas de reaproveitamento do óleo e manuseio seguro para a doação a ONGs e Cooperativas.

PANORAMA NACIONAL DO ÓLEO

Segundo a Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo), estima-se que o brasileiro consome a média de 20 litros de óleo vegetal ao ano. Deste montante, apenas 1% de todo o total produzido, é coletado de forma adequada, enquanto o restante acaba sendo descartado irregularmente e, consequentemente seguindo para a rede coletora de esgoto.

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