Familiares das vítimas pedem justiça (Amanda Vieira/JP)

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu o habeas corpus do condutor do Toyota Corolla blindado, que matou mãe e filho, na avenida Armando de Salles Oliveira, em agosto deste ano. Denunciado pelo MP (Ministério Público) por dolo eventual, ele foi colocado em liberdade, na quarta-feira (7), da Penitenciária “Dr. José Augusto César Salgado”, de Tremembé.

De acordo com o desembargador Xisto Albarelli Rangel Neto impôs cinco medidas cautelas. São elas: comparecimento mensal em Juízo e sempre que determinado; proibição de se ausentar da comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial; recolhimento domiciliar no período noturno nos dias em que não estiver trabalhando e nos dias de folga; comparecimento a todos os atos processuais, sob pena de revogação do benefício e suspensão provisória do direito de dirigir, inclusive determinou a entrega de sua carteira de habilitação. O Detran (Departamento de Trânsito) deverá ser informado da proibição.

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A advogada de defesa Valéria Josias, irmã do réu, justificou o pedido de liberdade ressaltando que ele tem residência física, é trabalhador autônomo e diante da pandemia causada pela covid-19 vinha recebendo auxílio emergencial do governo. A defensora foi procurada pela reportagem, mas não retornou os contatos realizados.

O CASO

No domingo, 23 de agosto deste ano, o motorista Renê Aparecido Moura, 52, dirigia o veículo Fiat Uno da família, quando foi atingido pelo Corolla. A dona de casa e Vilmar Alves Moura, 52, e seu filho Gabriel Alves Moira, 26, que estavam dentro do carro não resistiram. Renê foi socorrido com fraturas nas costelas e um corte na cabeça ao HFC (Hospital Fornecedores de Cana, onde passou por atendimento e liberado no mesmo dia. Naquela ocasião, o condutor do Corolla foi autuado em flagrante por homicídio culposo e embriaguez ao volante.

Eliana Grigolatto, advogada que representa o motorista Renê e a ex-esposa do Gabriel, mãe dos filhos de 4 e 6 anos da vítima disse que a família acredita na Justiça. “A concessão do habeas corpus não interfere no resultado. A família acredita que o réu será condenado”, afirmou Eliana.

O juiz Luiz Antônio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais deve decidir em breve se acatará ou não a denúncia do MP.

Cristiani Azanha

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3 COMENTÁRIOS

  1. que exemplo de justiça para esses inúteis de piracicaba. matou 2 fudeu a vida do outro e ainda sai como santinho . maldito lugar maldito pais politicos lixos e burguesia podre.

  2. a justiça Brasileira precisa para de julgar só as letras , pois o papel aceita tudo , trabalhador autônomo e recebendo auxilio emergencial ?????? quem recebe auxilio emergencial para sobreviver não fica em baladas até altas horas da madrugada se embriagando e desfilando de corola blindado , justiça acorda , deixem, de dormir em berço esplendido , parem de acreditar em contos de fadas de Advogados mau intencionados

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