Congada da Festa do Divino tem 15 vagas abertas para dançarinos e músicos

Foto: Divulgação

Dança é de fácil aprendizado e para o som, organização busca violeiros e percussionistas, informa coordenação

O Grupo de Congada do Divino Espírito Santo está com 15 vagas abertas para músicos e dançarinos. Segundo a coordenadora do grupo, a capitã e mestre do Apito Roberta Lessa, os pré-requisitos é que os novos membros sejam devotos. “O grupo é aberto para pessoas de ambos os sexos com idade a partir dos sete anos, desde de que acompanhado por responsável. Para a dança é necessário apenas a predisposição para aprender as coreografias que são de fácil aprendizado. Para os músicos, necessitamos de violeiros, mas músicos de instrumentos de percussão também são bem-vindos”, detalha Roberta, incluindo na última categoria tocadores de triângulo, caixa, chocalho, entre outros. “Os músicos também cantam”, lembra. Para se candidatar a uma das vagas, o interessado deve entrar em contato por e-mail ([email protected]) ou por mensagem pelo Facebook (roberta.lessa.908). A tradicional festa do Divino acontece entre os dias 10 e 17 de julho – no dia 29 de maio o festejo será aberto pela Missa do Envio das Bandeiras com feijoada e Samba d’Aninha.

“Somos devotos do Divino Espirito Santo e, nesse caso, voluntários, sendo que a Congada é uma profissão de fé e todos participam gratuitamente. O Grupo de Congada do Divino Espirito Santo de Piracicaba não tem renda própria e não tem apoio financeiro de entidades governamentais ou não governamentais”, informa a coordenadora. Os ensaios começaram no fim de abril e acontecem sempre aos sábados, às 14h, no Barracão da Irmandade do Divino Espirito Santo de Piracicaba, exceto quando há apresentações – o barracão fica no Largo dos Pescadores, na rua Moraes Barros, 58, Centro.

O Grupo de Congada do Divino Espírito Santo representa, nos festejos folclóricos, a resistência e manutenção do sincretismo do religioso mítico africano com a religiosidade cristã.

“Isso posto, sua presença tece tênue e sistemático referencial teórico nas áreas de Antropologia Social, Folclore, Educação Física e Sociologia, numa miscigenação do corpo, mente e espírito por meio do resgate de técnicas corporais à luz da interpretação cultural, desenhando o que chamamos de transfiguração”, completa Roberta Lessa, que é pesquisadora e folclorista.

Cada componente do Grupo de Congada do Divino Espírito Santo é um agente responsável pela sua resistência, sobrevivência e vitoriosa superação, seja como organizadores, como dançadores, tocadores, que se harmonizam com a comunidade nos festejos da cidade – demonstram também o modo como lidam com seus corpos em sociedade. “Com base em um novo olhar, há de se entender que a congada constitui um significativo elo para a interação de diversos elementos presentes na sociedade. Assim, o corpo que se manifesta, ora em casa, ora na rua, traz impregnada sua cultura: a cultura da congada.”

Cristiane Bonin
[email protected]

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