Consulta em casa

Devido à pandemia, pacientes buscam tratamentos domiciliares para resolver seus problemas. (Foto: Freepik)

Sem dúvidas a covid-19 foi a doença que mais teve repercussão em praticamente todos os noticiários no último ano, e não a toa. Milhões de pessoas foram afetadas no mundo por essa doença e milhares morreram, e as superlotações em hospitais brasileiros também é uma notícia alarmante, contudo outras doenças e problemas crônicos não pararam de existir.

Para que esses pacientes não se arrisquem serem contaminados pelo novo coronavírus em suas consultas e que não ocupem leitos nos hospitais a resposta foi utilizar o home care. Basicamente, o home care (em português seria cuidado em casa), trata-se da continuidade do tratamento no domicílio do paciente, através de uma equipe multidisciplinar com estrutura especializada e assim evitando que o paciente saia de casa para realizar essa ação.

O número de pacientes atendidos por home care no Brasil cresceu 35%, diante da sobrecarga da rede hospitalar. De acordo com o Nead (Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar), houve um crescimento de pacientes egressos de hospitais em março de 2020, o que volta a ocorrer esse ano com maior intensidade.

Com este cenário, os serviços de Atenção Domiciliar passaram a atuar em outras frentes além das consultas de casos leves ou atendimento de rotina. Para desafogar o sistema de saúde que se encontra com carência de leitos e risco de contaminação por coronavírus, este setor de atendimento online também fez surgir um novo perfil de pacientes: os que tiveram covid-19 e ficaram com sequelas, necessitando de auxilio mesmo após voltarem para casa. Em muitos casos, pacientes pós-covid precisam de suporte para uso de oxigênio e medicação endovenosa ou para tratamentos de reabilitação, como fisioterapia e fonoaudióloga.

Esse movimento nacional de diminuição de ocupação nos hospitais, de acordo com Fernanda Gama, gerente de relacionamento com o mercado da S.O S. Vida, “a alta ocupação dos leitos hospitalares e crescimento na taxa de transmissibilidade do coronavírus impulsionou ainda mais os casos de desospitalização. As operadoras de saúde e hospitais buscaram uma aproximação maior com as empresas de home care para agilizar o processo de internação domiciliar aos pacientes com quadros estáveis que permitam a continuidade dos cuidados técnicos em suas casas, diminuindo o tempo de internamento e liberando os leitos”, afirma.

Além dos casos de coronavírus, segundo a médica Marta Simone Sousa, gerente da S.O S. Vida de Aracaju, também há um movimento grande de pacientes sem Covid-19 e que possuem outras enfermidades, como câncer, doenças neurológicas e degenerativas.

A médica ainda indica que se puder permanecer dentro de casa, fi que. Algumas clinicas e consultórios médicos da rede particular estão atendendo de forma remota então, se puder, sugira este consulta caso não precise coletar exames.

Larissa Anunciato
[email protected]

LEIA MAIS:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

4 + nove =