Consumo de dados dobra durante o isolamento social

Uso das redes sociais teve aumento de 100% (Foto: Amanda Vieira/JP)

Devido à quarentena, seja em Piracicaba ou demais cidades do Brasil, não desacelerou o hábito das pessoas em acessos à internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela GlobeNet, provedora de serviços de conectividade internacional por meio de sistema de cabos submarinos no oceano Atlântico que serve o Brasil, Bermudas, Colômbia, Estados Unidos, Argentina e Venezuela, o consumo de dados da internet na América Latina dobrou no último mês de março.

De acordo com o levantamento, o uso de videogames conectados aumentou em 60%, enquanto o consumo de conteúdo por streaming de vídeo cresceu 120%. Outro dado referente ao mês passado é sobre o tráfego pelo uso de redes sociais, que segundo a GlobeNet, alcançou um crescimento de quase 100%. Apesar do grande número de pessoas conectadas trabalhando remotamente, informa o levantamento, o pico de consumo permanece à noite, entre 18 e 2h.

“Embora o tráfego tenha aumentado como resultado do trabalho remoto, o que realmente está gerando a maior demanda da rede é o uso para entretenimento, por meio de streaming e conteúdo de jogos. Nesse contexto, operadoras e provedores têm demandado aumento de capacidade de transmissão e portas de interconexão com PTTs e CDNs para atender à crescente demanda por dados.”, constata a empresa na pesquisa.

ELETROELETRÔNICO
A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) divulgou na semana passada um levantamento sobre o impacto da pandemia na produção do setor eletroeletrônico. De acordo com o estudo, 97% das empresas entrevistadas afirmam que sofrem efeitos negativos. Destas, 54% relataram que os impactos foram intensos e 43% moderados, enquanto apenas 3% indicaram que não perceberam consequências desfavoráveis.

No levantamento, quase metade das empresas (47%) revelaram que já opera com paralisação parcial ou total na fabricação local. O resultado é superior ao observado nas últimas duas pesquisas anteriores da Abinee, de 6% (6 de março) e 24% (25 de março).

Outro dado relevante é sobre as empresas que já apontam paralisação: 20% estão totalmente paralisadas e 80% têm paralisação parcial.

Erick Tedesco

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