Continua baixa a adesão para a dose de reforço em Piracicaba

Sábado (19), será feita a 3ª ação para a 2ª dose da vacina

Apenas 30 pessoas buscaram pela segunda dose da vacina em atraso na ação realizada no último sábado

Apenas 30 pessoas compareceram ao Crab (Centro de Referência da Atenção Básica) da Vila Rezende no último sábado para receber a segunda dose em atraso da vacina contra covid-19. Esta foi a segunda tentativa da Secretaria de Saúde para atender as pessoas que deixaram de receber o reforço do imunizante.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, até esta terça-feira, 1.973 pessoas estavam com a segunda dose em atraso no município, sendo 1.441 da vacina CoronaVac/Butantan e 532 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. Como forma de reduzir este número, no próximo sábado (19), a Secretaria de Saúde, vai disponibilizar, pelo terceiro sábado consecutivo, a segunda dose para quem já passou do prazo para recebê-la. Segundo a pasta, esse público deve procurar o Crab Vila Rezende no período das 8h às 15h, com RG, CPF e o comprovante de vacinação da primeira. Não é necessário agendamento. O atraso para receber a 2ª dose significa a pessoa ter tomado há mais de 28 dias a 1ª dose da vacina CoronaVac/ Butantan e há mais de 12 semanas a 1ª dose da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz.

Para conferir se a pessoa está em atraso para receber a 2ª dose, basta conferir a data da aplicação da 1ª dose no comprovante de vacinação, onde também consta a previsão de quando deveria tomar a 2ª dose. “Tomar a 2ª dose é um ato que, além da autoproteção, também pode ajudar a controlar a pandemia, pois aumenta o número de pessoas com o processo de imunização finalizado, o que contribuiu para reduzir a circulação do vírus”, afirmou o secretário de Saúde, Filemon Silvano. Segundo ele, são diversos os possíveis motivos que levam ao atraso da segunda dose, entre eles o esquecimento, ter tido a doença e precisar esperar 30 dias ou ter tomado a vacina da gripe e ter que esperar 14 dias para receber a segunda dose. “Mas o importante é não deixar de tomar as duas doses”, afirmou.

ASMA

Com a abertura da vacinação contra a covid-19 para pessoas com comorbidades, algumas dúvidas surgiram a respeito do que têm asma. Entre elas, a mais recorrente é: “será que me enquadro no grupo prioritário para imunização?” A resposta é de que apenas os que têm a condição em estágio considerado grave entram nessa categoria, que é caracterizada pela necessidade de usar corticoides orais ou injetáveis com maior frequência ou precisam de internação hospitalar durante as crises. Esses pacientes geralmente não conseguem praticar exercícios físicos, têm tosse e chiado no peito com frequência. O uso contínuo de corticoide oral afeta a imunidade, o que pode aumentar a chance de a pessoa que toma esse tipo de medicamento evoluir para um caso grave se contrair a covid-19, devido à resposta menor do organismo contra infecções virais, fúngicas e bacterianas.

Pacientes que têm asma leve, com poucos sintomas, ou controlada, mesmo com uso de bombinhas, não integram os chamados grupos de risco relacionados à covid-19, porque não geram predisposição a contrair o vírus mais facilmente e nem risco de desenvolver formas mais graves da doença se, porventura, forem expostos ao Sars-CoV02.

Beto Silva

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Laís Seguin

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