Se por um lado a pandemia da covid-19 está afetando 12,9 milhões de trabalhadores, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a crise também está impulsionando o crescimento de contratos temporários. “Esta modalidade está aquecida”, explica Aliesh Costa, especialista em Recursos Humanos e CEO da Carpediem RH. “Isso porque há posições decorrentes da substituição de colaboradores, ou mesmo, ligadas a nichos impulsionados pela pandemia”, afirma ela.

Segundo Aliesh, setores como o varejo (farmácias, supermercados e atacadões), áreas da saúde (hospitais, clínicas e laboratórios), de logística e de TI (e-commerce) são segmentos que apresentam vagas.

A especialista acrescenta que, em tempos de instabilidade econômica, muitas organizações acabam optando pelos contratos não contínuos, para cumprir as demandas extras. “A contratação de temporários permite uma previsão orçamentária mais flexível, que pode ser revista e alterada conforme o cenário, ajudando a empresa a se reestruturar financeiramente na fase de retomada”, diz a consultora.

“Com isso, os trabalhos temporários seguem crescendo e serão tendência para os próximos meses e no decorrer de 2021”, afirma Aliesh.

GESTÃO DE CONTRATOS
Outra vantagem para as empresas contratarem esse tipo de mão de obra é que, muitas vezes, os profissionais são selecionados por uma consultoria especializada de RH em terceirização, que assume toda a gestão. “Com o quadro de funcionários reduzido em razão da instabilidade econômica causada pela pandemia, delegar o gerenciamento dessas contratações otimiza custos e prazos e a empresa pode focar em alavancar seu core business, enquanto a consultoria especializada se concentra na gestão dos contratos”, diz.

HOME OFFICE EM ALTA
A consultora ressalta que o período da covid-19 levou as organizações a refletirem sobre novos formatos de trabalho e seus impactos. “Mudanças que estavam em curso, mas que levariam anos para serem implementadas, foram realizadas em poucos meses. E todos se surpreenderam com a rápida adaptação de ambos os lados, tanto dos colaboradores como das empresas”, diz a CEO da Carpediem RH.

“O home office se mostrou possível e vantajoso para muitas empresas e colaboradores e, por isso, vai atrair cada vez mais atenções”, conta Aliesh.

A especialista reforça que, com a pandemia, empresas dos mais diferentes portes e segmentos fizeram as adaptações necessárias para operar em home office. “O formato deve perdurar no futuro mercado de trabalho, mesmo após o término da crise do coronavírus”, indica Aliesh.

“Estamos vivendo uma grande mudança de paradigma, onde as relações sociais, os hábitos e a economia passaram por uma verdadeira revolução”, explica Aliesh Costa. “Daqui para frente, não haverá lugar para empresas sem foco no propósito. A empatia, a solidariedade e a responsabilidade social serão, mais do que nunca, demandas de toda a sociedade”, ressalta.

“E se o trabalho em home-office foi fortalecido a partir da necessidade da preservação das vidas, a gestão integrada com a tecnologia se encarrega de acompanhar a produtividade, capacitar as equipes e, ainda, gerenciar a execução de tarefas, por exemplo”, conta Aliesh.

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