Copa Feminina: Brasil enfrenta a França em Le Havre pelas quartas de final

Fase de mata-mata começa hoje com dois jogos. Seleção joga amanhã, às 16h, contra as donas da casa. (Foto: Divulgação FIFA)

As oitavas de final da Copa do Mundo Feminina de 2019 começam hoje, com os confrontos entre Alemanha e Nigéria, às 12h30, em Grenoble e Noruega e Austrália, às 16, em Nice. Amanhã, a Seleção Brasileira enfrenta a França, às 16h, em Le Havre; enquanto que Inglaterra e Camarões se enfrentam às 12h30, em Valenciennes. Na segunda-feira (24), os jogos serão entre Espanha e Estados Unidos, às 13h, em Reims; enquanto que Suécia e Canadá jogam, às 16h, em Paris.

O primeiro confronto da fase de mata-mata será entre Alemanha e Nigéria e colocará equipes com históricos diferentes na competição, já que a Alemanha nunca foi eliminada antes das quartas de final, enquanto que as nigerianas avançaram na fase de grupos pela segunda vez na história, sendo a primeira em 20 anos. As alemãs têm 100% de aproveitamento e não sofreram gols, porém a única boa partida das germânicas foi contra a eliminada África do Sul. Após derrotas para França e Noruega, as nigerianas voltam a enfrentar uma potência europeia e não terão para o confrontos as atletas Ngozi Ebere e Rita Chikwelu, que foram expulsa e suspensa, respectivamente, na última partida.

O jogo entre norueguesas e australianas tende a ser um dos mais equilibrados das oitavas, já que ambas ficaram em segundo lugar, com duas vitórias e uma derrota cada. Autora de um dos gols na vitória sobre a Coreia do Sul, a atacante Caroline Hansen, da Noruega, sofreu uma pancada em seu tornozelo, precisou ser substituída e é dúvida para a partida. A Austrália terá as voltas de Tameka Yallop e Clare Polkinghorne, desfalques contra a Jamaica e terá a equipe completa, além de contar com Sam Kerr, artilheira da competição ao lado de Alex Morgan, com cinco gols, sendo quatro na partida contras as jamaicanas.

Apontada como uma das favoritas ao título, a Inglaterra teve uma boa campanha na primeira fase, conquistando três vitórias, terminando em primeiro e terá que provar o seu favoritismo contra Camarões, uma das zebras desta fase. Após duas derrotas, as camaronesas venceram a Nova Zelândia no último minuto. A meia Nchout, autora do gol da classificação, chegou a desmaiar após fazer o gol da classificação. Em todas os mundiais que disputou, as “Lionesses” chegaram entre as oito melhores e em razão da chave, são favoritas para alcançarem no mínimo as semifinais, enquanto que Camarões chega ao mata-mata pela segunda vez em sua segunda Copa.

Após a épica classificação diante da Itália, o Brasil é uma das duas seleções de fora do Velho Continente que enfrentou uma europeia e não perdeu, jogará contra a França, dona de casa e favorita para chegar as quartas de final, fato que não abala a confiança das Canarinhas. “A gente sabe da qualidade da equipe da França. Elas estão jogando em casa, então acabam ganhando uma força muito maior da torcida. Tivemos essa experiência na Olimpíada e sabemos que a torcida empurra muito. Além disso, elas têm uma equipe muito qualificada, mas estamos preparadas para enfrentá-las”, disse a meia Andressinha.

Brasil e França se enfrentaram na Copa do Mundo de 2003, na fase de grupos e o jogo terminou empatado em 1 a 1, gols de Kátia (Brasil) e Pichon (França). Marta, que foi titular, e Cristiane, que entrou no segundo tempo, são as remanescentes brasileiras daquele confronto. Corinne Diacre, a técnica da França, foi titular naquela partida em 2003.

Na segunda-feira, o primeiro jogo será entre as atuais campeãs Estados Unidos, contra a Espanha. As americanas, melhor equipe da primeira fase, com três vitórias, teve o melhor ataque, com 18 gols marcados (mais que o dobro da segunda) e a defesa não foi vazada ainda, além de serem favoritas para este jogo. As espanholas foram melhores nos três jogos que disputaram, porém a supremacia em campo não resultou em gols e as europeias venceram apenas uma partida.

O jogo entre Suécia e Canadá também deve ser marcado pelo equilíbrio, já que as equipes têm duas vitórias quando enfrentaram as equipes mais fracas do grupo e uma derrota quando jogaram contra a líder das respectivas chaves. No Canadá, a esperança está depositada em Christine Sinclair, que marcou contra a Holanda e igualou a marca da Marta, de marcar em cinco Copas diferentes. Asslani é a esperança sueca, com dois gols na competição.

 

Mauro Adamoli
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