Coronavírus derrota a ambição desmedida

A maior virtude para quem cai é saber se levantar não uma, mas tantas vezes quanto forem necessárias pois seu potencial delega a espécie humana o privilégio de ter se salientado.

As derrotas que a ambição humana sofre com as catástrofes das guerras, dos vendavais, dos tsunamis, dos vulcões, dos terremotos, das pestes, servem para controlar a ambição desenfreada do ser humano no campo material.

No campo espiritual o potencial humano é incomensurável, quando dá suporte ao campo onde as fraquezas materiais são incompreendidas tendo como resultado o aparecimento dos excessos, que por sua vez trazem o desequilíbrio com consequentes prejuízos coletivos.

Antes do aparecimento das agressões desses males nas sociedades o ser humano não consegue enxergar de um modo globalizado o seu próximo devido as suas ambições.

O sentido de solidariedade e cooperação de indivíduos coletivamente só aparece afrontados pelos agressores quando as dificuldades aparecem para o conjunto, estando juntos e misturados.

Também os males, quando aparecem não enxergam as diferenças sociais e econômicas, não distinguindo ricos, pobres, homens, mulheres, mandantes e governados, crianças, moços, velhos, brancos, negros e amarelos: Eles atacam a todos, pois são cegos e sem sentimentos.

Um exemplo preliminar disso, é constatado ao estarmos numa fila de gente com problemas individuais. Nesse momento vemos cada um da fila se comunicando com o mais próximo, numa ajuda mútua de informações para atenuar as dificuldades e resolver os problemas de cada um.

A sensação de que os indivíduos em situações difíceis se nivelam e se igualam, é a solução mais curta para todos. É quando o ser humano lembra do viver coletivamente num estado de solidariedade e cooperação permanente. É um estado de graça. É só deixar de haver os problemas e o individualismo começa a sua expansão se apresentando no egoísmo pela ambição; fazer o quê?

Assim de experiências em experiências o ser humano vai aprendendo mais e mais a respeito dos valores da vivência coletiva, o que demarca o limite da defesa de sua existência, do contrário fica em grande risco.

É esperado que doravante depois de todas as dores e perdas sentidas, diante da repetição do aparecimento desses males potentes e fortes, mesmo contando com defesas colocadas pela tecnologia avançada se vê impotente no tempo desejado, para se defender de ameaças que nos deixam de calças curtas.

Outras experiências difíceis como essa, possivelmente aparecerão, e esperamos que estejam distantes, pois o fôlego de defesa para isso vai estar fraco, e poderia nos nocautear por completo.

É essencial o planejamento para que isso não aconteça.

A conscientização do sistema de solidariedade e cooperação deverá ser aceito e aperfeiçoado a fim de que a segurança de todos possa ser assegurada trazendo tranquilidade para dias futuros.

Fora do que foi dito, só restará a grande esperança, de que o imponderável fique do nosso lado.