Corte em ciência põe em xeque universidades

Foto: Divulgação

FOP, Esalq e Unimep falam sobre possíveis prejuízos

De 2020 para cá, Piracicaba recebeu via CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), R$ 15,55 milhões como patrocínio de pesquisa e inovação, área que deve sofrer corte de 92% e prejudicar tanto a comunidade científica como empresas inovadoras e startups. A alta soma, além de impactar na economia da cidade, promove o funcionamento e atividades nas três principais universidades da cidade: Campus Luiz de Queiroz, compreendendo Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura), FOP-Unicamp (Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Universidade Estadual de Campinas) e Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). As coordenações das três instituições ainda estão reticentes sobre o que virá no futuro próximo, mas o clima é de preocupação. Segundo a assessoria do CNPq, as pesquisas em andamento não sofrerão qualquer suspensão, mas as duas próximas e importantes chamadas públicas, num total de R$ 292 milhões, poderão estar inviabilizadas. Segundo a Agência Câmara de Notícias, o corte é de R$ 600 milhões e o projeto de lei aguarda agora sanção do presidente presidencial.

Classificando como arrasadora a manobra do ministro da Economia, Paulo Guedes, a diretora de pós-graduação da Unimep, Marlene Moreno, conta com 73 bolsas em seu setor, entre CNPq e Capes. Ela lembra que um corte na área já foi feito no final de 2019. “Se de fato acontecer este novo corte, será um retrocesso imenso”, diz ela ainda com otimismo de que a situação seja revertida.

A presidente da CPG (Comissão de Pós-Graduação) da Esalq, Patricia Angélica Alves Marques, tem em mãos 563 bolsas somando as duas fontes de recursos. “O investimento não é apenas em bolsas, mas na continuidade da pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A situação é preocupante.”

E não são só pesquisadores e estudantes que podem tr problemas. “Os programas da FOP sofrerão com a redução dos recursos aplicados diretamente para aquisição de materiais de pesquisa, manutenção de laboratórios e divulgação dos resultados científicos”, relata Karina Gonzales Silverio Ruiz, que coordena a área na Unicamp da cidade.

Cristiane Bonin
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