Para dar prioridade ao isolamento, coveiros têm trabalhado em escala 12 por 36 (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas profissões têm alterado a sua rotina, com várias optando pelo trabalho em home-office, no entanto outras devem permanecer na linha de frente, seja nos hospitais, nas fábricas, nos cemitérios. Os profissionais coveiros, por exemplo, são dessa linha de frente e esses trabalhadores precisaram dobrar os cuidados com a higiene neste o período.

De acordo com a Sedema (Secretaria de defesa do meio Ambiente), órgão da prefeitura que cuida do serviço funerário dos cemitérios públicos da cidade (Saudade, Vila Rezende e Ibitiruna), todos os funcionários (além dos coveiros) são orientados a trabalharem com máscaras e portar álcool em gel para a desinfecção das mãos e objetos. São 30 pessoas trabalhando nos cemitérios mencionados, sendo que o maior cuidado é com os sepultadores, já que são pessoas que têm acesso às famílias, no traslado de caixões.

Sobre o uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), a Sedema garante que os coveiros têm recebido. “A higiene que já obedecia a um protocolo sanitário de segurança foi redobrada. Além dos obrigatórios EPIs, os coveiros têm de lavar constantemente as mãos e usar máscaras de proteção. Só podem tirar as máscaras quando estiverem sozinhos e longe de outras pessoas”, disse a Sedema por meio de sua assessoria de imprensa. O EPIs obrigatórios são luvas, máscaras, bota, óculos de proteção e o uniforme, além do álcool em gel, que se tornou um equipamento indispensável e obrigatório para os sepultadores.

Em relação ao trabalho, os coveiros e sepultadores têm se alternado para evitar a contaminação da Covid-19, por meio do trabalho em escala 12×36, na qual um funcionário trabalha em um dia e folga no outro. A BRU Serviços, empresa concessionária informa que também está monitorando a saúde dos funcionários bem como a de seus familiares. “Se alguém apresentar algum sintoma, gripe ou febre, será afastado”, observa o gerente da empresa, Carlos Alberto Henrique.

“A orientação é para que as pessoas permaneçam o mínimo tempo possível, no máximo quatro horas, nos velórios. Preferencialmente com a presença restrita a familiares e com, no máximo, 10 pessoas na sala”, disse a Sedema, ressaltando que caso a morte seja por Covid-19 não há velório, com o corpo saindo da funerária e partindo direto para o sepultamento.

Sobre o cuidado com o corpo do falecido por coronavírus, a Sedema ressalta que não há manuseio e preparo do corpo pelas funerárias. Os corpos são encaminhados (em caixões lacrados) diretamente dos hospitais para o sepultamento ou cremação.

Mauro Adamoli

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