Covid-19: Adpesp questiona início da testagem apenas em policiais militares

Presidente da Adpesp, Gustavo Mesquita enfatiza que a Polícia Civil também atua na linha de frente (Divulgação)

A Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo pede que os policiais civis sejam incluídos nos testes para o novo coronavírus. A medida foi proposta após a coletiva de imprensa realizada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (11), onde o presidente do Instituto Butantã e coordenador do Comitê de Saúde para o Covis-19, Dimas Covas, informou que 35 mil policiais militares serão testados para o novo coronavírus em um primeiro momento. Ainda de acordo com ele, somente em uma segunda fase – ainda sem data definida – é que demais profissionais da segurança pública, como os policiais civis, seriam testados.

Em nota, a associação informou que exige tratamento igualitário a todos os profissionais da segurança pública que, da mesma maneira, continuam exercendo suas funções normalmente durante a pandemia, não havendo motivo para tratamento desigual. Vale ressaltar que, em 23 de abril, a Adpesp oficiou o pedido para que todos os profissionais da segurança pública fossem priorizados na testagem para a covid-19”, cita a nota.

“Os policiais civis continuam exercendo suas funções normalmente. Estão na linha de frente da segurança e expostos ao risco de contágio. Não há motivo para não serem priorizados neste momento”, destaca Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Adpesp.

A entidade alegou que desde o início da crise causada pela covid-19, a Adpesp vem atuando em defesa dos policiais civis paulistas, a fim de que tenham condições dignas de trabalho durante a pandemia. Entre ações já realizadas pela Associação estão a doação de mais de 300 quilos de álcool em gel e 4 mil máscaras de proteção, o pedido para suspensão da majoração da alíquota previdenciária para profissionais da segurança pública, um plano de contingência para a Polícia Civil e a antecipação da campanha de vacinação para os profissionais da segurança – sendo este último atendido pelo governo

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não retornou o contato até o fechamento desta edição.

Cristiani Azanha

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