Cresce o número de mulheres na agropecuária

Foto: Thinkstock

De acordo com o IBGE, 19% das propriedades rurais são de mulheres

No Brasil, ainda existem muitas carreiras que são consideradas masculinas, ou seja, feitas somente para os homens e é uma constate luta das mulheres abrirem caminhos por meio de antigos estigmas masculinos para prevalecer a igualdade de gênero em todos os departamentos da vida inclusive o setor de trabalho.

Uma destas profissões ditas como “masculinas” é a seção agrônoma e pecuária brasileira, mas felizmente as mulheres estão conquistando, a cada dia, mais espaço na agropecuária, setor com predominância masculina. Ao menos é isso que demonstram os dados do Censo Agro de 2017 (o recente lançado), realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, divulgada no final de 2017, o número de mulheres responsáveis pela gestão de propriedades rurais corresponde a 19% no país, com 946 075 unidades de um total de 5.073.324 estabelecimentos agropecuários – trata-se de um crescimento de 38% em relação ao Censo de 2006, indicando uma tendência de alta que pode se repetir nos próximos levantamentos.

O estudo demonstra que 50% das atividades econômicas das administradoras estão relacionadas à pecuária e criação de outros animais, 32% à produção de lavouras temporárias e 11% à produção de lavouras permanentes. A nível mundial, a presença feminina no agro chega a 43% da força de trabalho rural, conforme dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, na sigla traduzida para o português.

A agência da ONU também indicou que, atualmente, 60 milhões de mulheres trabalham no campo na América Latina e Caribe, sendo responsáveis pela produção de 60% a 80% dos alimentos consumidos na região.

Na opinião de Mônica Marchett, empresária do ramo agropecuário especializada em melhoria genética e criação extensiva de nelores, a participação feminina tende a crescer cada vez mais no setor agropecuário brasileiro.

“As transformações na forma de gestão do agronegócio e a expansão da tecnologia são alguns dos elementos responsáveis pelo maior interesse das mulheres no mercado agropecuário. E isto deve se intensificar, consoante com o salto tecnológico que veio com a crise sanitária e a busca por novos caminhos na vida profissional de muitas mulheres”, articula.

Marchett destaca que as mulheres que atuam no agronegócio têm de saber lidar com uma série de desafios, considerando o cenário predominantemente masculino.

“Para a mulher no agro, a maior dificuldade é ter credibilidade, sendo necessário provar o tempo todo que você é capaz e que sabe o que está fazendo. É necessário apostar na qualificação profissional, além de participar de palestras, seminários e cursos. Assim, com resiliência e perseverança, a presença feminina no setor agropecuário brasileiro deve crescer ainda mais e ‘mostrar a que veio’”, conclui.

Da Redação

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