Controle biológico consiste em usar o próprio “inimigo” das pragas para combatê-las (Foto: Valéria Rodrigues)

Usar defensivos agrícolas de origem biológica para o controle de pragas é um meio seguro para garantir a qualidade do produto e segurança do consumidor. Em entrevista ao programa Parlamento Aberto, da Câmara de Vereadores, Gustavo Herrmann, membro do Conselho de Administração da Croplife Brasil e diretor comercial da Koppert Brasil, falou sobre o crescimento do mercado de controle biológico na agricultura e as vantagens da tecnologia de biodefensivos.

A tecnologia de controle biológico consiste em usar o próprio “inimigo” das pragas para combatê-las, com o objetivo de trazer mais saúde para o sistema. Esse inimigo pode ser um inseto predador da praga que ataca a planta (controle macrobiológico) ou um vírus que controla a praga de forma natural (controle microbiológico). De acordo com Gustavo Herrmann, o equilíbrio que a proteção com produtos biológicos traz é “um controle quase perfeito”, pois no caso do controle macrobiológico os insetos que são soltos dependem da praga para sobreviver. “A população da praga cai, a população do inseto cai, até chegar num novo equilíbrio”, explicou.

Segundo o entrevistado, o mercado de controle biológico de plantas e doenças em substituição aos controles químicos está em franca expansão, pois enquanto a taxa de crescimento dos produtos químicos para controle de pragas é de 5% a 10% ao ano no Brasil, os biodefensivos crescem em uma taxa de 25% a 30%. “A adesão ao controle biológico está sendo muito rápida e a gente imagina que de 5 a 10 anos o mercado global terá entre 25% e 30% da proteção com produtos biológicos e o mercado brasileiro entre 20% e 25%”, afirmou Gustavo Herrmann ao frisar a significativa representatividade dos biodefensivos dentro de um mercado que é de 12 bilhões de dólares no país.

Gustavo Herrmann enxerga que o consumidor será mais exigente com a agricultura brasileira no momento pós pandemia porque ao se preocupar com a saúde também vai querer saber de onde vem o alimento que consome. Segundo ele, os biodefensivos produzem uma cadeia agrícola muito mais sustentável e quanto mais tecnologia, maior a produtividade do agricultor e mais seguro é o produto que sai do campo.

Herrmann classificou os alimentos de origem orgânica como um “nicho importante”, mas destacou que o maior mercado para os defensivos agrícolas de origem biológica é o convencional. “Nosso objetivo é que lá na frente a população tenha acesso ao alimento seguro, seja ele orgânico ou convencional”, enfatizou.

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