Criança não namora!

Para abordamos esse assunto é importante esclarecimentos que ajudem aos pais e educadores na árdua tarefa de educar crianças no decorrer do seu desenvolvimento, nessa sociedade complexa e de mudanças contínuas.

O mundo lúdico por meio das brincadeiras enriquecem e englobam o universo da vida de uma criança. Para esses ‘pequenos’ em desenvolvimento os limites entre mundo interno e externo não são claros, assim os mundos até então experienciados estão fundidos e isso é comum e saudável nessa fase da vida.

A problemática está em incentivar o ‘namoro’ de crianças, promovendo a erotização antecipada e o encurtamento da infância. Desta maneira os genitores e educadores acabam inserindo no universo infantil um conteúdo que ainda não faz parte dele, pois o namoro erotizado será saudável na vida de um individuo na adolescência e adulto.

Cabe aos profissionais da área da saúde e da educação, que desenvolvem trabalho de prevenção, atuarem com ações que promovam fatores de proteção, incentivando as crianças a brincarem, vivendo o direito à infância, distante de fatores de risco.

Então, quando se estimula que uma criança namore, mesmo que de ‘brincadeira’, torna–se um fator de risco contra o direito da proteção na vivência da plena infância. O incentivo feito por tutores e educadores negligenciam quanto aos ensinamentos sobre os sentimentos e emoções que são fundamentais às crianças, como a fraternidade, irmandade, afinidade, solidariedade e compaixão.

Quanto aos sentimentos que farão parte da vida dos filhos na adolescência e vida adulta poderão ser deixados para mais tarde, posterior a compreensão sobre as emoções que iniciam fazendo parte da vida em família. Ajudando assim aos filhos nomear as emoções de maneira saudável para suas vidas, ampliando habilidades de cultivar relações interpessoais além de favorecer a saúde emocional.

É importante os pais e educadores compreenderem que a criança pequena apresenta afeto, afinidade, mas não tem a mínima compreensão do que seja o amor, paixão ou qualquer interesse erotizado. O que existe na criança é uma sexualidade de investimento afetivo, e por isso é comum ela querer estar perto de um amiguinho de quem seja mais próxima, abraçar, beijar ou sentir-se envergonhada na presença de outro amiguinho.

Ainda vale destacar que as crianças pequenas agem muito por imitação, refletindo em suas atitudes o que presenciam em seu convívio diário. E nesse período os exemplos fornecidos pelos pais acabam delimitando várias condutas nos filhos. E comum à criança presenciar os pais juntos em troca de carícias, casais de namorados, alertando para as questões de homem e mulher.

Algumas dicas aos pais quando os filhos demonstrarem atitudes que não condizem com a fase do desenvolvimento da criança é: nunca mude de assunto, não drible a curiosidade ou finja que não notou o que se fala ou faz. Se não souber como agir, procure ajuda profissional para lidar com essas situações.

É importante perguntar à criança o que ela entende por ‘namoro’ e explicar em uma linguagem bem simples que ela não tem idade para namorar, que isso não é coisa de criança. Que quando tiver do tamanho do papai e da mamãe poderá escolher alguém especial que a trate com respeito e carinho para ‘namorar’.

É importante esclarecer funções e lugares dos pais e das crianças, evitando dormir na cama com os pais, evitar beijos na boca da criança porque ela não sabe diferenciar e manter sempre o dialogo aberto, tanto com o filho como com a escola para inteirar-se do que se passa no ambiente escolar, esclarecendo sempre como é a procedência em casa.

Assim pais, sejam precavidos, crianças não namoram porque os adultos acham bonitinho. Nem por brincadeira!

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