Crianças devem ser vacinadas contra HPV a partir dos 9 anos

Imunização protege contra seis tipos de tumores Foto: Claudinho Coradini/JP

A vacina de imunização contra o papilomavírus humano pode evitar o desenvolvimento de até seis tipos de tumores HPV relacionados, entre eles o de útero e orofaringe. O tema merece atenção, afinal, é um vírus que infecta a pele ou as mucosas oral, genital e anal de homens e mulheres.

Quando persistente e causado por um tipo viral oncogênico (causador de câncer) e se não identificado e tratado, pode evoluir para um câncer. Contagioso e, em geral, propagado pelo contato de pele com pele, o modo mais comum de transmissão é por meio do ato sexual. Por isso, é considerado uma doença sexualmente transmissível. Como método de prevenção é indicada a vacinação contra HPV, segura e essencial. Porém, em muitos casos, negligenciada por falta de informação e preconceito. “Embora o país mantenha programas de imunização consolidados, a vacina contra o papilomavírus humano ainda tem baixa adesão”, conta o pediatra e diretor da CdVac, Paulo Falanghe.

Segundo o especialista, para conseguir uma melhor proteção ante a infecção pelo papilomavírus humano, a vacina deve ser aplicada precocemente e antes do início da vida sexual. As crianças a partir de 9 anos devem ser vacinadas contra o HPV, da mesma forma que são vacinadas contra outras doenças.

“Quando isso não acontece, há um terreno fértil para a infecção por HPV, o que pode causar, se não diagnosticado e tratado, variados tipos de câncer. O principal é o de colo de útero, mas pode atingir também vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe”, complementa o médico.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a vacina HPV para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos. “Infelizmente, algumas barreiras em relação à adesão da vacina necessitam ser vencidas, como disseminação de ‘fake news’ relacionadas aos eventos adversos, que são raros e habitualmente de baixa gravidade, além de fatores religiosos e culturais, já que há crença por alguns pais que correlacionam a vacina como um estímulo ao início da atividade sexual precoce, o que não é verdade”, avalia Falanghe.

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