Curada, pediatra volta à ativa após 24 dias de luta contra a covid-19

No seu retorno, Suzana foi recebida com flores (Foto: Divulgação)

Foram 24 dias entre o diagnóstico positivo para a covid-19, a cura e a volta ao ‘front de batalha’. Esse foi o tempo percorrido pela pediatra Suzana Jagle, que está entre os profissionais da linha de frente da Santa Casa de Piracicaba na luta contra o novo coronavírus. Ela conta que esta é uma batalha difícil de ser vencida, pois além da questão física, a doença também afeta, e muito, o estado emocional do doente. Seu retorno à ala infantil da covid-19 do Hospital aconteceu na última quarta-feira.

O primeiro sinal de que havia algo de errado, segundo Suzana, foi sensação de resfriado e a alteração do olfato. “Senti que não era um resfriado comum, fiz o exame e deu positivo. Por sorte não precisei ficar internada, mas a doença apresenta uma diversidade de sintomas com picos entre estar bem em um momento e muito mal em outro”, explica.

Mesmo não precisando passar por internação, esperar pela cura em isolamento também é algo que aflige a maioria das pessoas contaminadas com o novo coronavírus. Com a médica, não foi diferente.

“A covid-19 causa um isolamento social, espiritual, familiar e material. Por sorte, e digo isso com todas as letras, pude contar com todo suporte e acolhimento desta família que se chama Santa Casa e, claro, dos meus filhos que me ajudaram diuturnamente a superar dia após dia”, revelou.

De acordo com Suzana, a covid-19 apresenta fases e picos que podem fazer os sintomas ficarem mais intensos. A pediatra não teve nenhum sintoma respiratório, mas perdeu apetite, olfato e peso.

Outro fator que fez toda diferença, segundo Suzana, foram os boletins diários que ela escrevia cuidadosamente e com muito carinho, desde o início até o final do seu isolamento domiciliar. “No início eram boletins para informar como eu estava me sentindo clinicamente, mas em nenhum deles deixei de acrescentar uma mensagem de carinho, apoio, força, incentivo e gratidão a todos que estavam juntos nessa batalha e jornada, fossem contaminados ou não e também na linha de frente, cuidando dos doentes e apoiando a todos”, salienta.

Ao atestar que estava curada e que poderia voltar a ter uma vida normal, a pediatra foi recebida com flores pela mesa diretora e administrativa da Santa Casa.

Para o provedor da Santa Casa, João Orlando Pavão, “é com imensa alegria e com grande satisfação que recebemos a notícia de que a dra. Suzana está completamente recuperada e de volta ao trabalho. Sua cura é uma vitória. É motivo de jubilo, de satisfação, pois ela é uma profissional de tamanha competência e de tamanha vontade de trabalhar em nossa entidade. “