Da saúde ao lazer: líderes comunitários avaliam suas regiões

Academia está entre as únicas reivindicações atendidas (Foto: Amanda Vieira/JP)

Diversos aspectos impactam a vida das comunidades e, para garantir acesso da população à saúde, cultura e lazer, as lideranças trabalham para representar as reivindicações junto ao poder público. A reportagem do Jornal de Piracicaba conseguiu contato com algumas delas, como da Pauliceia, Vila Cristina e Jardim Gilda, para que analisassem as melhorias alcançadas e as necessidades em pauta.


Para Cristiano de Barros Sabino, presidente da Casa do Hip Hop (Centro Comunitário), a Pauliceia tem na história a cultura de reivindicações que foram atendidas, garantindo educação, cultura e lazer à comunidade, “sempre com muita luta, projeto, mostrando a importância disso para transformação do bairro”, comenta.

Mas entre as necessidades, Sabino pontua que é preciso melhoria no atendimento do posto de saúde, como expansão do programa Saúde da Família e envolvimento da população nas campanhas, além de ampliar a iluminação das vias e a realização de trabalho em conjunto com a Guarda e a área social para conter o aumento de usuários de drogas.

A Casa do Hip Hop atua também, conta Sabino, em conjunto com lideranças do Bosques do Lenheiro, Oriente, Renascer e Portelinha. “Precisa descentralizar o que o centro tem e fazer chegar na periferia, porque falta cultura lá, lazer, infraestrutura, o esgoto passa dentro do barraco”, diz.

Já no bairro Vila Cristina, a 1a fiscal da diretoria do Centro Social Denize Soares Ferro Reame pontua diversas necessidades e lembra que uma das únicas reivindicações atendidas foi a academia ao ar livre.

Denize fala que a população reclama do atendimento no posto de saúde. “Já foi pedido até para dar uma melhorada nos atendimentos, mas continua a mesma coisa”, diz.

Outro ponto requerido pela população é um semáforo no cruzamento da avenida Raposo Tavares com a Presidente Rodrigues Alves, que “não colocaram, só improvisaram uma lombada e é um ponto muito perigoso, sempre acontece acidente”, lembra.

Para conter os atos de vandalismo, Denize pontua que há ainda a reivindicação de um vigia para a creche, escola e centro comunitário. E, para o bem-estar da população, lembra da urgência de investir em saneamento básico das áreas periféricas do bairro. Ela enfatiza que as casas ficam próximas a nascentes e que se o esgoto não tiver o destino adequado pode chegar ao rio.

No Jardim Gilda, Adriano de Souza Sabiá – presidente da associação de moradores, conta que a necessidade mais urgente do bairro é a construção de um ecoponto, para preservar as áreas verdes onde entulhos são jogados. Segundo ele, a associação articulou com a Secretaria de Defesa do Meio Ambiente e teve aprovação.

Outra reivindicação do bairro e da região, lembra Sabiá, é um abaixo-assinado contra o mau cheiro produzido pela empresa Compfertil, da qual recentemente a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) constatou emissão de odor além dos limites após questionamento do JP.

Entre conquistas do Jardim Gilda, Sabiá elenca a construção de academia ao ar livre, reforma dos pontos de ônibus e do centro comunitário, melhoria no atendimento do posto de saúde e a construção de um campo de futebol que está em andamento. Mas o bairro ainda tem outros projetos, como pista de skate, quadra de esportes horta comunitária, que estão no papel e esperam a pandemia passar para que o trabalho de melhorias continue.

Andressa Mota