De geração a geração: Pai e filho trabalham na Polícia Civil

A Polícia Civil ultrapassa gerações na família piracicabana Oliveira. Pai e filho trabalham em delegacias diferentes, mas ambas fica no mesmo prédio da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais). Foi olhando as ações de seu pai, que Marcelo decidiu seguir seus passos e hoje pai e filho já somam participações em operações da cidade e região, além das incontáveis prisões realizadas. Marcelo, atua na 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e o pai, Celso de Oliveira, o Boiadeiro, no Setor de Patrimônio na 1ª DIG. “Eu consegui realizar dois sonhos. O primeiro foi ingressar na Polícia Civil e o outro trabalhar com meu pai”, relatou.

Vocacionado na carreira, assim como o pai, Marcelo é policial 24 horas por dia, e mesmo em seu período de folga esbarra com as ocorrências nas ruas. “Trabalhar com meu pai é muito gratificante. Ele ingressou na carreira, quando eu tinha apenas 8 anos. Desde aquele tempo eu já me espelhava nele, sempre o tive como o meu herói e almejei ser policial civil”, disse Marcelo.

Para Marcelo, seu pai sempre foi o seu herói (Alessandro Maschio/JP)

Celso também é pai de Rafael, que é personal trainer e coordenador da academia Bluefit, que também realiza treinos de musculação e aulas coletivas para policiais de várias carreiras. “Eu procrastinei demais, mas também tenho o sonho de ingressar na Polícia Civil. Prestei concurso em 2018, mas não passei e infelizmente não foi realizado outro desde então. Quero ingressar na Polícia Civil e quem sabe ainda atuar com meu pai e meu irmão”, relatou Rafael.

Segundo os filhos, em casa, Celso é aquele “cara” que resolve tudo. “Ele é muito zeloso com a família, mas tem uma certa dificuldade em se expressar. Meu pai já recebeu várias ameaças, mas sempre nos poupava dos detalhes. Uma vez ele disse que ‘não vacila que a maré não está para peixe’, já entendi o recado que era para gente reforçar a segurança. Mas nunca faltou orientação, meu pai sempre dizia que não era para entrar em carros de estranhos e se alguém fosse nos buscar dizendo que era pedido dele, não era para acreditar. A gente só podia sair da escola com meu pai ou minha mãe”, lembra Rafael.

Segundo ele, Boiadeiro, mesmo em silêncio, ele já está atuando. “Quando pensei em fazer o seguro do meu carro, meu pai já tinha conversando com o corretor e acertado até o desconto da apólice”, completou Rafael.

CARREIRA

Em tantos anos de trabalho, já passou por quase todos os distritos policiais e delegacias especializadas de Piracicaba. Além de seu distintivo e suas armas, ele também adota seu principal acessório, o chapéu. Daí vem seu apelido, Boiadeiro, que é como é conhecido na região.

Celso é policial em tempo integral, mesmo após já ter conseguido o tempo necessário para a tão esperada aposentadoria, pois em outubro deste ano fará 27 anos de atuação na instituição, ele prefere continuar nas ruas. “Tenho me dedicado ao máximo, pois amo o que eu faço. Fico muito feliz em ter meu filho Marcelo por perto e a cada dia percebo que ele tem o mesmo sentimento pela polícia”, disse Celso.

Entre as operações que participaram juntos, está a prisão de um ajudante de 38 anos e uma doméstica de 43 foram presos em dois endereços distintos, no Parque Orestes Ôngaro, em Hortolândia. Eles foram acusados de participar do assassinato do policial militar Marcelo Reinaldo Gardinal, 43 anos, que foi atingido com tiros de fuzil, durante um confronto com membros de uma quadrilha de furtos e roubos a caixas eletrônicos, em Dois Córregos, em 18 de fevereiro de 2019. A prisão foi feita por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana e Deic de Piracicaba.

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