Engenheiro Olivério destaca que Dedini foi protagonista no crescimento do setor (Foto: Toda Mídia Comunicação)

Os números não deixam dúvidas sobre o comprometimento da empresa. A Dedini já fabricou e entregou para o setor sucroenergético 108 usinas chave em mãos para o Brasil e 29 dessas plantas para o exterior; mais de 2.600 moendas; mais de 1.250 caldeiras; mais de 880 destilarias de etanol no Brasil e 115 plantas de cogeração.

“A Dedini sempre foi sintonizada com o mercado. Podemos dizer que sua tecnologia está a serviço do mercado e do atendimento ao cliente. Sempre, com base no pensamento de nosso fundador, nossos produtos têm sido desenvolvidos para atender as demandas, algumas ainda a serem criadas”, avalia o engenheiro e consultor sênior da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério.

Reconhecido como um dos mais importantes especialistas do setor sucroenergético, Olivério conta que o segmento viveu transformações gigantescas nos últimos 45 anos, desde a implantação do Proálcool, e que a Dedini foi protagonista nos três saltos principais de crescimento desse segmento.

“No início do Proálcool, por volta de 1975, o país processava cerca de 60 milhões de toneladas de cana por safra. É de 1975 até 1985 que acontece o primeiro grande salto, quando passamos para 220 milhões de toneladas de cana processadas anuais. O motivo desse crescimento foi a introdução do Proálcool e o consequente crescimento da demanda por etanol, que de menos de um bilhão de litros por ano passou para mais de 12 bilhões de litros”, relata Olivério.

Esse salto gerou uma necessidade de mercado por tecnologias para a produção do etanol e para um maior processamento de cana. “Com o grande crescimento da demanda por etanol, o uso somente do melaço não era mais possível. Daí o desenvolvimento de tecnologia para fazer o etanol diretamente do caldo da cana. E o crescimento da demanda foi tão expressivo que, em 1978/1979, numa iniciativa inédita no mundo, o país desenvolveu uma usina completa para a produção do etanol, com destaque para a Dedini, que forneceu as peças, equipamentos e a usina completa”, conta.

Segundo Olivério, de 1993 a 2002, ocorreu o segundo grande salto, quando o Brasil decidiu se dedicar com grande ênfase ao mercado internacional de açúcar e se tornar o maior produtor e exportador mundial do produto. A produção passou de 9 milhões de toneladas de açúcar para 23 milhões de toneladas de açúcar/ano.

Nesse período, de acordo com o engenheiro, o Brasil precisou atualizar a tecnologia para a produção de açúcar, que estava defasada. O país superou os padrões internacionais e se tornou líder em tecnologia para a produção de etanol, de açúcar e para o processamento da cana.

A partir de 2003, surgiu o carro flex, que potencializou a demanda por etanol. Ao mesmo tempo, o Brasil continuou líder mundial na exportação de açúcar, com 60% desse mercado. “Essas demandas crescentes nos obrigaram a buscar novas soluções e tecnologias, o que nos levou ao terceiro grande salto, que possibilitou atingir o atual patamar de produção superior a 30 bilhões de litros de etanol por ano, perto de 40 milhões de toneladas de açúcar por ano e 650 milhões de toneladas de cana processadas por safra”, diz Olivério.

A partir de 2003, surgiu um novo entendimento no setor: a necessidade de aproveitamento total da cana, não só para o etanol e açúcar, mas também para a produção da bioeletricidade, com o uso do bagaço e, mais recentemente, da palha. E agora, o bagaço e a palha como biomassa, para diversos usos, como a produção do etanol de 2ª Geração, o etanol celulósico.

“Com o RenovaBio, em 2017, surgiu um novo produto, o C-Bio (crédito de descarbonização por biocombustíveis), e um C-Bio equivale a uma tonelada evitada de emissões de gás carbônico (CO2). Quando uma usina vende seu etanol, e de acordo com a eficiência energética ambiental, tem direito de emitir esses certificados, que geram receita negociável na bolsa de valores. Isso revela as novas tendências. Precisamos ir além da eficiência e produtividade, mas buscar o aproveitamento total da cana para outros produtos, como os CBios”, avalia.

“Em alguns casos nos antecipamos às demandas. Em 2009, apresentamos ao mercado mundial a Usina Sustentável Dedini (USD), que já vinha sendo pesquisada desde 2002, e veio para atender as necessidades do que seria o futuro RenovaBio, que começou a ser desenhado em 2017. Portanto, com 15 anos de antecedência já preparávamos um produto para o futuro. E é dessa forma que vamos seguir”, completa Olivério.

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