Acusado ficou preso no CDP de Piracicaba, mas foi transferido à Penitenciária de Tremembé (Arquivo)

A defesa do motorista de 36 anos, que causou a morte de mãe e filho, após um acidente na avenida Armando Sales, no mês passado, tenta desclassificar para homicídio culposo. Recentemente, o acusado foi denunciado pelo Ministério Público por dolo eventual e se acatado pela Justiça pode ir a júri popular. De acordo com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), o réu está preso desde o dia 28 de agosto, na Penitenciária “Dr. José Augusto César Salgado”, a P2 de Tremembé, em São Paulo.

A advogada Valéria Maria Josias, irmã do réu, disse que ocorreu uma série de contradições. Ela alega que seu irmão não é empresário, pois exerce a função de autônomo no ramo de coleta de resíduos ambientais, o veículo Toyota Corolla blindado, que dirigia, teria recebido como pagamento de uma dívida. Ele reside em Tapiratiba e estava em Piracicaba na casa de sua outra irmã e também veio na intenção de comercializar seu carro.

“Não conseguimos acreditar na versão que foi apresentada de que ele teria ingerido bebidas alcoólicas em vários estabelecimentos e dirigiu em alta velocidade pelas ruas da cidade”, afirmou a defensora.

O CASO

De acordo com a Polícia Civil,  o condutor do Corolla, que estaria alcoolizado se envolveu no acidente que matou Vilmar Alves Moura, 52 e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, eram passageiros. O carro era dirigido pelo marido de Vilmar, A.M., de 52 anos, que foi levado ao Hospital Fornecedores de Cana e recebeu alta médica.

DENÚNCIA

O promotor Aluisio Antonio Maciel Neto considerou que o empresário agiu de forma a resultar perigo comum e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, com dolo eventual – por conduzir o veículo em excesso de velocidade e sob a influência de álcool.

De acordo com a denúncia, se apurou, que desde às 22h30 do dia 22 de agosto, o empresário esteve em um bar, onde encontrou um colega e, juntos, beberam até os 30 minutos da madrugada do dia seguinte. Depois entraram no o veículo Corolla, em velocidade excessiva pelas ruas da cidade e atingiu o Uno da família.

“Essa versão não procede, porque o rapaz que estava com ele no carro não era seu amigo. Eles se conheceram em um bar e seu erro foi dar a carona para um desconhecido. Conversei com meu irmão, ele está muito abalado com tudo o que aconteceu”, afirmou Valéria.

A defensora acredita que seu irmão foi dopado, e possivelmente alguma pessoa teria colocado alguma substância em sua bebida. “Chegamos a pedir que fosse realizado o exame toxicológico, mas passaram mais de 72 horas e isso não foi possível. Nossa família também passou a ser ameaçada nas redes sociais, com comentários ofensivos em nossas fotos de família. Conseguimos inclusive, que ele fosse transferido do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba para a Penitenciária de Tremembé, para garantir a sua segurança, pois o caso teve uma grande repercussão na cidade e temíamos por sua segurança”, enfatizou a defensora.

Cristiani Azanha

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